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Juiz de Fora

Servidores de Juiz de Fora planejam paralisação após erros recorrentes no pagamento de salários

Sindicato convocou assembleia para a próxima segunda-feira (5) para decidir sobre interrupção de atividades por 48 horas.

Por Redação Diário Local

Servidores da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) podem realizar uma paralisação de 48 horas na próxima semana devido a erros recorrentes no pagamento de salários. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu) convocou uma assembleia para a manhã da próxima segunda-feira (5), às 9h, na sede da entidade (Rua São Sebastião, 780, Centro), para decidir sobre a interrupção das atividades.

A convocação ocorre após cerca de 65 trabalhadores relatarem que não receberam a remuneração devida. Em nota, o sindicato afirmou que os equívocos constantes nos vencimentos têm causado prejuízos graves e acumulados aos profissionais da categoria.

A assembleia geral extraordinária foi convocada pela entidade com o objetivo de deliberar sobre os erros que o sindicato classifica como constantes e reiterados. O encontro é aberto a servidores da administração direta e indireta, incluindo órgãos como Funalfa, Demlurb, Procon e o Museu Mariano Procópio.

Em comunicado publicado na tarde desta quinta-feira (1º), a Prefeitura de Juiz de Fora informou que trabalha para zerar as ocorrências relacionadas ao pagamento da folha de salários. O Executivo afirmou, ainda, que mantém canais de comunicação abertos com os servidores para resolver a situação.

Este não é o único episódio de irregularidades registrado recentemente. Há cerca de um mês, 42 trabalhadores do Hospital de Pronto-Socorro (HPS) relataram erros nos pagamentos referentes ao mês de agosto. Na ocasião, os valores foram regularizados pela prefeitura após a categoria anunciar uma paralisação.

O problema de pagamentos também atinge ex-servidores contratados temporariamente para atuar na enfermagem, que enfrentam atrasos em verbas rescisórias. Após uma mobilização realizada na quinta-feira (1º), a prefeitura comprometeu-se a quitar os valores em lotes durante os meses de outubro, novembro e dezembro deste ano.

Caso a paralisação seja aprovada durante a reunião de segunda-feira (5), o funcionamento dos serviços públicos deverá seguir regras de continuidade. Conforme previsto em lei, apenas 30% dos servidores de setores considerados essenciais devem permanecer em atividade durante o movimento.

A assembleia para decidir sobre a greve foi oficialmente publicada no domingo (27) e ocorre logo após o período das eleições municipais, realizadas neste domingo (4).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.