Vereadores de Vitória pedem cassação de parlamentar condenado por estupro de criança
Bancadas do PSB, PT e Rep pedem responsabilização na Câmara após condenação de Orlandino Rodrigues de Souza a 30 anos de prisão
Por Davy Albuquerque
Vereadores da Câmara Municipal de Vitória manifestaram apoio à cassação do mandato de Orlandino Rodrigues de Souza, o "Baiano do Salão" (Podemos). O movimento ocorre após o parlamentar ser condenado por estupro e lesão corporal contra um menino de 5 anos.
A condenação impôs ao vereador a pena de 30 anos de reclusão, além de 1 ano, 6 meses e 20 dias de detenção. O regime inicial determinado para o cumprimento das penas é o fechado.
O presidente da Câmara, Anderson Goggi (Rep), abriu o processo de cassação junto à Corregedoria do Legislativo após o recebimento de um ofício. Como a intenção de cassação é uma decisão unânime do plenário, o procedimento deve ocorrer em breve.
A bancada do Partido Socialista Brasileiro (PSB), composta pelos vereadores Aloísio Varejão, Bruno Malias e Pedro Trés, emitiu nota oficial pedindo a responsabilização dos fatos no âmbito da Casa. O grupo afirmou que os motivos da condenação são incompatíveis com a atividade parlamentar.
Segundo os parlamentares do PSB, os crimes atentam contra a dignidade e a credibilidade do Poder Legislativo. A nota reforça a necessidade de apuração dos fatos dentro da própria Câmara.
A vereadora Karla Coser (PT) também se posicionou em defesa de uma cidade sem violências e contra a permanência de condenados por crimes sexuais em espaços de decisão. Ela afirmou que o Legislativo não pode ser um ambiente para quem destrói infâncias e histórias de famílias.
O vereador Aylton Dadalto (Rep) declarou que a proteção de crianças e adolescentes deve prevalecer sobre qualquer interesse. Ele afirmou que a Câmara Municipal de Vitória adotará as providências cabíveis com respeito à Constituição e às leis.
Em nota, o vereador Orlandino Rodrigues de Souza informou que não pretende renunciar ao cargo. O parlamentar alegou que a decisão foi proferida em primeira instância e não representa um pronunciamento definitivo do Poder Judiciário.
O vereador indicou que pretende recorrer da condenação junto às instâncias superiores.
