Violência representa 38% das notificações de saúde em Pouso Alegre entre maio e agosto
Registros de violência interpessoal e autoprovocada somaram 551 casos, superando dengue e síndromes gripais no quadrimestre.
Por Redação Diário Local
A violência interpessoal e autoprovocada foi o principal motivo de notificações de saúde em Pouso Alegre entre maio e agosto de 2026. Foram registrados 551 casos, o que representa 38% do total de 1.450 notificações efetuadas no período.
O levantamento foi divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica. O volume de registros de violência superou, sozinho, a soma das notificações de dengue, intoxicação exógena e síndromes gripais no mesmo segundo quadrimestre.
A violência doméstica, sexual e outras formas de agressão constam na lista de agravos de notificação compulsória nos serviços de saúde. Casos de violência sexual e tentativa de suicídio exigem comunicação imediata às autoridades de saúde para permitir o acompanhamento e a articulação com a rede de proteção.
Outros agravos de saúde no período
Além da violência, as intoxicações exógenas — relacionadas à exposição a medicamentos, produtos químicos e agrotóxicos, entre outros — somaram 134 notificações. As síndromes gripais registraram 101 casos, enquanto os atendimentos antirrábicos totalizaram 151 registros, correspondendo a 10,4% do volume total.
Em relação à dengue, foram feitas 181 notificações de casos suspeitos, com seis confirmações. O boletim indicou uma queda nas notificações ao longo do período, com 88 registros em maio e 13 em agosto. Não houve casos confirmados de chikungunya no município no segundo quadrimestre.
O monitoramento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) contabilizou 70 casos de sífilis, sendo 49 de sífilis adquirida, 18 em gestantes e três de sífilis congênita. Também foram registrados 16 casos de AIDS e um caso de gestante vivendo com HIV.
Monitoramento de óbitos e vírus respiratórios
A Vigilância Epidemiológica também acompanhou registros de óbitos no período. Foram contabilizados quatro óbitos maternos, seis óbitos de crianças menores de um ano e 25 óbitos de mulheres em idade fértil (faixa entre 10 e 49 anos). A investigação busca identificar fatores associados para subsidiar medidas de prevenção.
Na vigilância de vírus respiratórios, as síndromes gripais somaram 101 notificações. Entre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que exigiram hospitalização, foram 25 registros. O vírus sincicial respiratório (VSR) foi identificado como o agente mais frequente nos casos analisados.
As unidades de saúde com maior volume de registros foram a Vigilância Epidemiológica, com 758 notificações, seguida pelo Hospital das Clínicas Samuel Libânio, com 417, e pela Policlínica Municipal, com 179.
