Café arábica sobe 4,38% e atinge R$ 1.474 por saca após chuvas atrasarem a colheita 26/27
Indicador do Cepea para o arábica subiu 4,38% em junho, a R$ 1.474,18 a saca, com chuvas atrasando a colheita e ameaçando a qualidade.
Por Diário Local
O indicador do café arábica do Cepea/Esalq fechou em R$ 1.474,18 por saca de 60 kg em meados de junho, alta de 4,38% em relação ao início do mês, após chuvas atrasarem a colheita 2026/27 e ameaçarem a qualidade dos grãos.
Por que os preços subiram?
As chuvas nas principais regiões produtoras limitaram a oferta disponível para comercialização e elevaram a preocupação com a qualidade do café colhido.
Com menos produto fluindo ao mercado, as cotações reagiram em alta.
Qual o desempenho no mês?
No acumulado de junho, o indicador do arábica tipo 6 subiu R$ 84,74 por saca, avanço de 6,6%, com média mensal de R$ 1.349,21.
O valor ficou quase 15% acima da média de maio e foi o mais alto em termos reais desde fevereiro de 2022.
O clima segue como fator?
Sim. O ritmo da colheita e as condições de tempo nas lavouras de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo continuam no centro das atenções do mercado.
Qualquer atraso adicional tende a sustentar a firmeza dos preços no curto prazo.
E o mercado externo?
As cotações internacionais também influenciam o preço interno, já que parte expressiva da produção brasileira é destinada à exportação.
O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, o que torna o país referência na formação de preços globais.
O Cepea acompanha as cotações diariamente, com ajustes conforme o avanço da safra e o comportamento do clima.
