ABPA projeta exportação de frango de até 5,5 milhões de toneladas em 2026, alta de 3,4%
Com a China de volta ao mercado, a ABPA prevê alta de até 3,4% nos embarques de frango em 2026, após o ano da gripe aviária.
Por Diário Local
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta crescimento de até 3,4% nas exportações de frango em 2026, alcançando 5,5 milhões de toneladas, após o setor superar o impacto da gripe aviária registrada em 2025.
O setor se recuperou da doença?
Sim. Com o foco de influenza aviária restrito ao município de Montenegro (RS), o Brasil conseguiu se recuperar do baque e deve fechar o ano anterior com volumes embarcados estáveis ou em leve alta.
O controle rápido do surto preservou a maior parte dos mercados compradores.
Qual o papel da China?
O retorno da China ao mercado foi decisivo. O país asiático retirou o embargo à carne de frango brasileira, e a ABPA espera recuperação do preço médio de exportação nos próximos meses.
A reabertura amplia o leque de destinos de alto valor para o produto nacional.
Quanto deve crescer a produção?
A entidade projeta avanço de 2% na produção, que pode atingir 15,6 milhões de toneladas em 2026, atendendo demanda interna e externa.
Margens favoráveis e custos de grãos mais baixos sustentam a expectativa positiva.
O risco sanitário foi superado?
Não totalmente. O setor segue em alerta, mas afirma estar mais bem preparado para eventuais novos focos.
O Brasil fechou acordos de regionalização com importadores como Japão, Coreia do Sul, Arábia Saudita e Reino Unido, o que limita embargos a áreas afetadas em caso de novo surto.
A vigilância sanitária permanece como fator central para a continuidade do crescimento das exportações.
