Mercado eleva projeção de inflação para 5,33% em 2026 e vê Selic a 14%, mostra o Banco Central
Boletim do Banco Central mostra economistas elevando a previsão de inflação pela 15ª semana seguida, acima do teto da meta neste ano.
Por Diário Local
Os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para 5,33% em 2026, segundo o boletim de expectativas divulgado pelo Banco Central em 22 de junho de 2026, com dados coletados até 19 de junho. Foi a 15ª semana consecutiva de alta na projeção.
O percentual representa quanto os preços ao consumidor devem subir, em média, ao longo do ano. Uma inflação alta corrói o poder de compra: com o mesmo salário, a família consegue comprar menos comida, pagar menos contas e cobrir menos despesas do mês.
Por que a previsão fica acima da meta?
A meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3%, com tolerância até 4,50%. A projeção de 5,33% supera esse limite, o que indica que o mercado espera o ano fechando com os preços fora do alvo oficial.
A pressão vem principalmente de alimentos, energia e dos efeitos das tensões geopolíticas sobre o câmbio e o preço do petróleo, fatores citados nas análises das instituições financeiras consultadas.
O que muda para juros e dólar?
No mesmo boletim, os analistas passaram a projetar a taxa Selic em 14% ao fim de 2026. A expectativa para o dólar permaneceu em R$ 5,20 pelo segundo período seguido.
A estimativa para o crescimento da economia, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB), foi ajustada de 1,96% para 1,98%, na quinta alta semanal seguida.
O boletim reúne as previsões de mais de 100 instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira e é publicado toda semana.
Embora não seja uma decisão de política econômica, o documento influencia as expectativas do mercado e serve de termômetro para empresas e investidores.
Para o consumidor, projeções de inflação mais altas reforçam a atenção ao orçamento e às despesas que mais pesam, como alimentação e moradia.
