Israel mantém ataques no Líbano e ameaça a frágil trégua recém-assinada entre EUA e Irã
Israel e o Hezbollah firmaram cessar-fogo no Líbano, mas a inteligência dos EUA prevê novos ataques que podem inviabilizar o acordo com o Irã.
Por Diário Local
Israel e o grupo libanês Hezbollah firmaram um cessar-fogo em meados de junho de 2026, depois de uma escalada de combates no Líbano que ameaçava descarrilar as negociações de paz entre Washington e Teerã, realizadas na Suíça. Mas a trégua nasceu frágil.
Quem é o Hezbollah?
É um grupo político e armado libanês, aliado do Irã, com forte presença no sul do Líbano. Ao longo dos conflitos recentes, tornou-se um dos principais focos de tensão entre Israel e a rede de aliados de Teerã na região.
O que diz a inteligência americana?
Agências de espionagem dos EUA avaliam que Israel provavelmente continuará lançando ataques contra forças do Hezbollah no Líbano, mesmo após o cessar-fogo. Isso colocaria em risco o acordo de paz recém-firmado entre Estados Unidos e Irã.
Por que isso ameaça o acordo com o Irã?
O memorando assinado por Trump em Versalhes prevê o fim das operações militares e a reabertura do Estreito de Ormuz. Como o Irã apoia o Hezbollah, ataques israelenses no Líbano podem ser vistos por Teerã como violação do espírito do acordo, reacendendo o conflito.
Israel concorda com o acordo EUA-Irã?
Não. O governo de Benjamin Netanyahu criticou publicamente o memorando e afirmou que Israel não se considera vinculado a ele. Há um atrito crescente e público entre o governo israelense e a administração Trump em torno do entendimento.
Como o cessar-fogo no Líbano foi alcançado?
Segundo autoridades americanas, Israel e Hezbollah concordaram com a trégua justamente para evitar que a escalada no Líbano inviabilizasse as conversas EUA-Irã em curso na Suíça. Ainda assim, uma rodada inicial de negociações chegou a ser adiada.
Qual o risco para a região?
O Oriente Médio segue numa corda bamba: um único ataque de maior escala pode reacender a guerra ampla, interromper de novo o fluxo de petróleo por Ormuz e disparar os preços globais de energia.
Por que o Brasil deve acompanhar?
A estabilidade no Oriente Médio influencia diretamente o preço internacional do petróleo e, por consequência, o custo dos combustíveis no Brasil. O país também tem forte comunidade de origem árabe e judaica e acompanha o conflito de perto.
