Diário Local

Ultraprocessados podem ficar mais baratos que comida saudável, diz estudo

Pesquisa de universidades e do Idec projeta queda no preço dos ultraprocessados, com impacto na saúde pública e na população vulnerável.

Por Diário Local

Um estudo de grupos de pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), avaliou a evolução dos preços dos alimentos no Brasil e projeta uma tendência preocupante: os ultraprocessados podem ficar mais baratos do que os alimentos saudáveis.

O que são alimentos ultraprocessados?

São produtos industrializados feitos a partir de ingredientes extraídos de alimentos e aditivos, como refrigerantes, salgadinhos, embutidos e biscoitos recheados. Diferem dos alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, grãos e carnes frescas.

O que a projeção mostra?

Segundo o estudo, a tendência é de queda no preço dos ultraprocessados, enquanto os alimentos in natura ou minimamente processados mantêm relativa estabilidade. Essa diferença pode tornar a opção menos saudável também a mais barata, sobretudo para a população de baixa renda.

Por que isso preocupa a saúde pública?

Estudos associam o consumo elevado de ultraprocessados a maior prevalência de obesidade e a risco aumentado de doenças do sistema circulatório, diabetes e alguns tipos de câncer. Quando esses produtos ficam mais acessíveis, o consumo tende a crescer.

O que pode ajudar?

Os pesquisadores apontam que fortalecer ações locais — como hortas, feiras e redes de apoio — amplia o acesso a alimentos saudáveis. Políticas que incentivem o consumo de comida de verdade também são citadas como caminho.

Para orientações sobre alimentação adequada ao seu caso, procure avaliação médica ou de um nutricionista.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.