Bia Kicis critica uso de investigação sobre emendas para gerar desgaste eleitoral no DF
Candidata ao Senado afirma que apuração envolvendo o filme Dark Horse é usada por adversárias para criar narrativas políticas
Por Redação Diário Local
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, afirmou que a investigação sobre o uso de emendas parlamentares em projetos culturais está sendo utilizada para gerar desgaste político em meio ao período eleitoral. A parlamentar negou ser investigada por desvio de dinheiro público e declarou que o recurso por ela indicado não chegou a ser transferido ou pago.
O nome de Kicis aparece em uma apuração conduzida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa o possível direcionamento de emendas para projetos relacionados à produção do filme Dark Horse. De acordo com as informações da investigação, a deputada destinou R$ 150 mil à Academia Nacional de Cultura para o projeto intitulado “Heróis Nacionais”.
A parlamentar esclareceu, no entanto, que a emenda não possui relação com a produção do longa-metragem citado. Bia Kicis ressaltou que o valor indicado nem sequer foi empenhado, o que impediu qualquer transferência de dinheiro ou pagamento à entidade beneficiada.
A deputada criticou a forma como as apurações estão sendo conduzidas e tratadas publicamente. “Investigação não é condenação e muito menos prova de culpa. O que não podemos aceitar é que, mais uma vez, investigações sejam usadas para produzir manchetes, alimentar narrativas e criar desgaste político em pleno período eleitoral”, afirmou.
Sobre a decisão do ministro Edson Fachin de derrubar o sigilo de informações relacionadas ao caso Banco Master, Kicis disse que não pretende antecipar o conteúdo das apurações. Segundo ela, a publicidade dos dados permitirá separar o que efetivamente consta nos autos do que é explorado politicamente por terceiros.
Críticas a adversárias na disputa pelo Senado
No contexto da disputa pelo Senado no Distrito Federal, a parlamentar direcionou críticas às suas oponentes, Érika Kokay (PT) e Leila Barros. Bia Kicis acusou Kokay de tentar utilizar investigações em andamento para atingir Flávio Bolsonaro e mencionou casos de gestões passadas para contextualizar sua posição.
Em relação a Leila Barros, a deputada questionou a atuação da senadora em comissões parlamentares, citando a postura de Barros durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS. Kicis comparou a sua cobrança por transparência no caso Banco Master com a conduta da adversária na referida comissão.
A deputada reforçou sua posição de jurista, defendendo que fatos concretos devem ser investigados, mas classificou como "jogo sujo" a tentativa de associar seu nome a irregularidades financeiras que, segundo ela, não existem no processo.
