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Caiado critica programa Desenrola e afirma que Lula virou "o grande agiota no Brasil"

O candidato Ronaldo Caiado questionou as condições de renegociação de dívidas do programa Desenrola e citou o uso do FGTS.

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou o programa Desenrola, iniciativa do governo federal para renegociação de dívidas, e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se tornou "o grande agiota no Brasil".

A declaração foi feita nesta terça-feira (25), durante sabatina. Ao ser questionado sobre como pretende enfrentar o endividamento de brasileiros e empresas e financiar o crédito previsto em seu plano de governo, Caiado criticou as políticas de renegociação adotadas pela atual gestão.

O candidato acusou o presidente de estabelecer condições que prejudicam os consumidores. Segundo Caiado, o programa faz com que o cidadão utilize o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) — que ele classificou como a poupança do trabalhador — para pagar dívidas sob taxas que considera desfavoráveis.

Durante a fala, o candidato mencionou que as condições de juros seriam elevadas. "Ele agora faz com que você esteja com taxa de juros mínima de 20%. Para qualquer banco que você for, você já gastou tudo", afirmou o candidato, referindo-se ao impacto das taxas no orçamento do consumidor.

A crítica de Caiado faz referência direta à possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS em determinadas operações de renegociação previstas pelo programa. Na modalidade atualmente regulamentada, o uso do fundo pode ser empregado para amortização parcial ou quitação de dívidas, conforme as regras estabelecidas.

O que é o Desenrola?

O Desenrola Brasil é um programa do governo federal voltado para a renegociação de dívidas em atraso. A iniciativa busca facilitar a recuperação financeira de pessoas endividadas por meio de condições de pagamento para reduzir a inadimplência.

A versão do programa atualmente em vigor permite a renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal contratadas até 31 de janeiro. Para aderir, o débito deve estar em atraso entre 91 dias e dois anos.

O programa atende pessoas com renda de até cinco salários mínimos e prevê descontos de até 90%, com juros de até 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses. Segundo o governo federal, o objetivo é permitir que as famílias voltem a ter acesso ao crédito.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.