Campanha de Lula pede prisão de secretário de Mobilidade e presidente da SPTrans em São Paulo
Federação Brasil da Esperança acusa secretário de Mobilidade e presidente da SPTrans de descumprir ordem judicial sobre frota de ônibus
Por Redação Diário Local
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou à Justiça Eleitoral, neste domingo (25), a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte de São Paulo, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. O pedido ocorre sob a acusação de descumprimento de uma ordem judicial que exigia a circulação de toda a frota de ônibus da capital durante o segundo turno das eleições.
Em petição enviada à 1ª Zona Eleitoral, a Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) alega que a manutenção de veículos nas garagens prejudica o deslocamento de eleitores. O grupo pede que a Polícia Federal seja acionada para realizar as prisões e solicita que a frota seja colocada em operação imediatamente.
A ação também prevê a aplicação de multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento da ordem de circulação. Além disso, a Federação solicita que a SPTrans apresente os registros detalhados da operação e pede providências do Ministério Público Eleitoral em relação ao prefeito Ricardo Nunes (MDB).
De acordo com os dados apresentados pela campanha na ação, às 13h20 deste domingo (25), apenas 9.892 dos 13.790 ônibus da frota municipal estavam em circulação. Com isso, 3.898 veículos, o que corresponde a cerca de 28% do total, permaneciam nas garagens.
A Federação argumenta que a redução do serviço pode configurar crime eleitoral por dificultar o exercício do voto. Na véspera da eleição, a 1ª Zona Eleitoral já havia determinado à prefeitura e à SPTrans a operação integral da frota nos moldes de dias úteis, sob pena de multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da empresa municipal.
A campanha de Lula também informou que pretende recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar ampliar o horário de votação. A medida fundamenta-se nos problemas registrados no transporte público de duas capitais.
O caso segue um padrão de denúncias similares registradas em Salvador, onde a Justiça Eleitoral também determinou a disponibilização da frota completa após reclamações de eleitores. A campanha busca assegurar que o transporte não seja um obstáculo ao processo de votação.
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que buscará medidas junto ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE/SP) para evitar que a população seja impedida de votar com o que chamou de "golpe baixo".
