Brasileiros relatam filas e falta de energia em locais de votação no exterior
Relatos de eleitores em cidades como Paris, Lisboa e Dublin indicam dificuldades durante o processo de votação fora do Brasil.
Por Redação Diário Local
Brasileiros que residem no exterior relataram dificuldades durante a votação do segundo turno das eleições neste sábado (24), incluindo a formação de filas e falta de energia em algumas localidades. Relatos registrados em redes sociais apontam congestionamentos em cidades como Paris, na França, e Lisboa, em Portugal, além de interrupções no fornecimento de eletricidade em Dublin, na Irlanda.
A votação em território estrangeiro seguiu um cronograma de abertura de seções escalonado conforme o fuso horário. A Nova Zelândia foi o primeiro local a iniciar o processo, com as urnas abrindo às 16h de sábado (24). Poucas horas depois, três cidades na Austrália também abriram as seções eleitorais para os eleitores brasileiros.
O processo de votação avançou para a Ásia e o Sudeste Asiático ao longo da noite de sábado (24). Às 20h, as urnas começaram a operar no Japão, na Coreia do Sul e no Timor Leste.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 918.876 brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026. Esse contingente está distribuído em 134 países e representa pouco mais de 0,5% do total de cerca de 158,7 milhões de eleitores do Brasil.
O número de cidadãos habilitados para votar fora do país tem apresentado um crescimento constante nos últimos anos. Em 2014, o registro era de aproximadamente 354 mil eleitores, enquanto em 2022 o contingente havia saltado para quase 700 mil pessoas.
Para os brasileiros que vivem fora do país, a participação eleitoral possui uma regra específica. O direito ao voto nessas localidades é restrito apenas aos cargos de presidente e vice-presidente da República.
Os incidentes relatados por eleitores em cidades europeias começaram a circular nas redes sociais durante o período da manhã e tarde de sábado (24), horário local. Em Paris, registros indicaram a presença de filas consideráveis nas unidades de votação.
Em Dublin, moradores relataram que a falta de energia elétrica, que durava mais de 30 minutos, teria dificultado o andamento do processo. O TSE segue acompanhando o andamento das eleições em todas as jurisdições internacionais.
