Diário Local

EUA vão punir cidadãos americanos ligados ao PCC e Comando Vermelho

O governo dos EUA confirmou que pode aplicar sanções antiterrorismo contra cidadãos e residentes permanentes ligados às facções criminosas, classificadas como organizações terroristas desde junho.

Por Diário Local

O Departamento de Estado dos EUA confirmou neste sábado (4 de julho) que as autoridades norte-americanas podem aplicar sanções contra cidadãos ou residentes permanentes dos Estados Unidos que estejam ligados ao PCC ou ao Comando Vermelho. O governo classifica as duas organizações como terroristas desde 5 de junho.

Segundo porta-voz do departamento, realizar transações com integrantes dos grupos "acarreta riscos relacionados às autoridades que aplicam sanções antiterrorismo". A medida faz parte do objetivo do presidente norte-americano, Donald Trump, de "eliminar cartéis e organizações criminosas na região".

A ampliação das sanções foi realizada dias depois de o Departamento do Tesouro dos EUA anunciar as primeiras punições relacionadas à nova política. Naquela ocasião, as sanções atingiram 2 brasileiros, 3 empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal — todos classificados como integrantes de uma estrutura de lavagem de dinheiro vinculada ao PCC.

A decisão bloqueia bens e ativos sob jurisdição norte-americana. Também impede que cidadãos, empresas e instituições financeiras dos EUA mantenham relações comerciais com aqueles que receberam a sanção.

A medida alcança tanto pessoas que não são cidadãos americanos quanto residentes permanentes legais e cidadãos norte-americanos. Essa extensão marca uma intensificação na estratégia dos EUA contra as facções criminosas.

A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA permite que Washington utilize ferramentas mais robustas de perseguição financeira e legal contra integrantes e colaboradores dos grupos.

A mudança de política ocorre em um contexto de maior pressão dos EUA sobre organizações criminosas brasileiras. Autoridades norte-americanas apontam essas facções como responsáveis pelo tráfico de drogas em larga escala e pela lavagem de dinheiro em múltiplos países.

Cidadãos e empresas americanas que mantiverem transações com membros dessas organizações podem enfrentar sanções federais, bloqueio de ativos nos EUA e restrições a operações financeiras internacionais.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.