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Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro enfrenta crise para definir chapa no Rio após prisão de indicado ao Senado

Prisão de Márcio Canella em operação da Polícia Federal dificulta articulação do senador para as eleições de outubro

Por Diário Local

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta dificuldades para consolidar seu palanque político no Rio de Janeiro após a prisão de Márcio Canella. O ex-prefeito de Belford Roxo, que era o indicado para disputar uma das vagas ao Senado na chapa articulada pelo senador, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma durante uma operação da Polícia Federal.

A operação da Polícia Federal tinha como alvo um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis. Embora o mandado contra Canella fosse de busca e apreensão, a prisão ocorreu devido ao porte de arma. Canella é o atual presidente do União Brasil no Rio de Janeiro.

Dentro do Partido Liberal (PL), a avaliação de integrantes é que o episódio torna a candidatura de Canella inviável e enfraquece o grupo político liderado por Flávio Bolsonaro no estado. Dirigentes do partido afirmam que a indicação havia sido mantida anteriormente devido à aliança entre o PL e a federação União Progressista, formada pelo União Brasil e o Progressistas (PP).

O que acontece com a chapa do Rio?

Diante do novo cenário, membros do PL defendem que o União Brasil reveja a indicação e apresente outro nome para a disputa ao Senado. Na federação, lideranças admitem que a prisão dificulta a continuidade da candidatura, mas afirmam que é necessário aguardar um posicionamento oficial do ex-prefeito para saber se ele pretende desistir ou seguir no pleito.

Um dirigente do PP no estado declarou que a decisão sobre o encaminhamento cabe ao União Brasil. O cenário de incerteza ocorre a duas semanas do início das convenções partidárias, período em que as candidaturas são oficializadas.

Histórico de reveses na articulação

A crise atual soma-se a outros obstáculos enfrentados pelo senador desde fevereiro, quando a composição da chapa foi negociada. O acordo inicial previa Douglas Ruas (PL) para o governo do estado e Rogério Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu, para a vice. Para o Senado, a estratégia previa Cláudio Castro e Márcio Canella.

Contudo, a renúncia de Cláudio Castro ao governo do estado e a subsequente disputa sobre a sucessão levada ao Supremo Tribunal Federal (STF) alteraram os planos. Com a decisão do tribunal, o desembargador Ricardo Couto assumiu interinamente o Palácio Guanabara, o que dificultou a estratégia de ampliar a visibilidade de Douglas Ruas, atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Em maio, Cláudio Castro também desistiu da disputa ao Senado para se dedicar à sua defesa, após ser alvo de investigações da Polícia Federal. A vaga deixada por Castro segue sem definição, com nomes como Carlos Portinho (PL-RJ) e o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) sendo citados em articulações internas.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.