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Risco institucional no Brasil deve crescer e não haverá pacificação no próximo governo, diz Arko Advice

Estudo da Arko Advice aponta ambiente político como principal fator de risco para o país, com nota 68 em uma escala de 0 a 100.

Por Diário Local

O ambiente político institucional é o principal fator de risco para o Brasil e apresenta tendência de crescimento, conforme aponta um estudo da Arko Advice. A análise das volatilidades conjunturais do país atribuiu uma nota global de risco de 57 pontos, em uma escala de 0 a 100, com viés de alta.

O levantamento é estruturado em três pilares: o ambiente político institucional, a situação geopolítica e o ambiente econômico. O campo político institucional recebeu a maior pontuação, atingindo 68 pontos, seguido pela situação geopolítica, com 48 pontos (risco médio), e o ambiente econômico, com 45 pontos.

De acordo com o cientista político e CEO da Arko Advice, Murillo de Aragão, não há perspectiva de pacificação institucional no próximo governo, independentemente de quem seja eleito. Para o analista, o perfil dos candidatos não demonstra vocação ou disposição para um diálogo que promova estabilidade institucional.

A análise indica que o quadro de crise institucional começará a ser definido já no primeiro turno, com a composição da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Setores da política que podem obter maioria no Senado teriam a intenção de avançar com processos de impeachment de ministros e mudanças nas regras do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Aragão, o cenário deve ser marcado por disputas de poder, conflitos e uma possível ausência de limites entre as competências dos poderes. A única possibilidade de diálogo entre os agentes políticos estaria condicionada a uma deterioração severa do quadro fiscal do país.

Como o cenário econômico afeta o país?

No pilar econômico, o estudo aponta que a questão fiscal e os juros são fatores que prejudicam diretamente a atividade produtiva. A insegurança sobre a situação fiscal faz com que o empresariado retraia o instinto de investidor, preferindo aguardar desdobramentos para realizar novos aportes.

Apesar da gravidade desses aspectos, o impacto econômico ainda não é sentido de forma ampla pela população, já que a inflação permanece razoavelmente sob controle. O processo de impacto na economia é descrito como algo gradual e silencioso, afetando o setor produtivo de maneira lenta.

O estudo detalha que, embora o ambiente econômico tenha registrado a menor pontuação de risco (45 pontos), ele apresenta viés de alta. A combinação entre a volatilidade política e a insegurança fiscal compõe o cenário de alerta para a estabilidade do país.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.