Lucas Pavanato afirma que resultado das urnas aponta para hegemonia conservadora no Brasil
Deputado federal mais votado em São Paulo atribui votação ao repúdio ao STF e ao governo Lula
Por Redação Diário Local
O deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL) afirmou que o resultado das urnas no primeiro turno das eleições reflete a insatisfação dos eleitores com o Supremo Tribunal Federal (STF) e com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar, que obteve mais de 3 milhões de votos, tornou-se o deputado federal mais votado da história de São Paulo e declarou que o país caminha para uma hegemonia conservadora.
Aos 28 anos, Pavanato foi o segundo candidato mais votado para deputado federal no Brasil, ficando atrás apenas do correligionário mineiro Nikolas Ferreira (PL), de quem recebeu apoio oficial durante a campanha. O parlamentar atribuiu o volume de votos à sua postura de confronto com a Suprema Corte e ao repúdio a projetos políticos de esquerda.
Em entrevista nesta terça-feira (6), o deputado eleito criticou a atuação de magistrados da Corte e defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Pavanato também sugeriu a limitação de indicações de ministros para o STF, argumentando que o modelo atual permite que um único partido exerça hegemonia no Judiciário.
Quais as prioridades de Lucas Pavanato no Congresso?
Nas pautas legislativas, o parlamentar planeja atuar contra a ampliação das hipóteses de aborto no Brasil e defender a anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro. No âmbito penal, Pavanato manifestou apoio à redução da maioridade penal em casos de crimes hediondos, sugerindo que a idade para a prisão seja definida pela jurisprudência.
O deputado também se manifestou sobre a questão das apostas online (bets). Ele sinalizou ser favorável à limitação dos sites de apostas no Brasil, criticando a falta de transparência nos algoritmos das plataformas virtuais, as quais classificou como uma forma de estelionato.
Sobre a jornada de trabalho, Pavanato demonstrou oposição ao projeto que prevê o fim da escala 6x1, defendendo a redução da jornada, mas sem o modelo proposto pela esquerda. Segundo o parlamentar, a medida atual poderia gerar desemprego, condições de trabalho piores e aumento de preços para o consumidor.
Comparação com a Revolução Constitucionalista
Ao criticar o Judiciário, Pavanato estabeleceu um paralelo com a Revolução Constitucionalista de 1932, movimento em que as forças de São Paulo se levantaram contra o governo de Getúlio Vargas em busca de uma nova Constituição. Para o deputado, ele representa a voz dos paulistas diante do que classifica como uma nova ditadura.
O parlamentar concluiu reforçando o compromisso de atuar ao lado de Nikolas Ferreira para conduzir um projeto de direita em nível federal. Ele destacou que sua votação recorde é um reflexo da ampliação da bancada conservadora que enfrenta o Supremo Tribunal Federal.
