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Política

Lula critica clubes que reclamam de proibição de apostas on-line e cita histórico do futebol

Presidente afirmou que as apostas não existiam nos anos de títulos mundiais do Brasil e que plataformas representam pouco na receita dos clubes.

Por Redação Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os clubes de futebol que manifestaram insatisfação com a proibição das apostas on-line, as chamadas "bets". As declarações foram feitas nesta segunda-feira (28) durante a sanção de uma lei voltada ao desenvolvimento do futebol feminino no país.

Lula defendeu que a medida não trará prejuízos ao esporte e utilizou o histórico de conquistas da Seleção Brasileira para justificar a decisão. Segundo o presidente, as plataformas de apostas não existiam nos períodos de maiores glórias do futebol nacional, citando os títulos mundiais de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.

O chefe do Executivo também rebateu argumentos sobre o impacto financeiro nas instituições esportivas. De acordo com o presidente, as plataformas de apostas representam menos de 7% da arrecadação total dos times de futebol.

A proibição foi estabelecida por meio de uma medida provisória (MP) assinada na última sexta-feira (25). Lula justificou a intervenção alegando que o setor estava causando o endividamento de cidadãos através da ludopatia, termo que designa o vício em jogos.

Ao comentar a situação financeira dos clubes, o presidente afirmou que as entidades esportivas devem encontrar novos caminhos. Ele mencionou que o governo já aprovou a lei que permite a transformação de clubes em empresas e reforçou a necessidade de uma gestão profissional e competente.

Como funcionam os prazos e o resgate de valores?

A medida provisória já possui força de lei e as plataformas de apostas estão proibidas de operar. No entanto, os sites devem permanecer disponíveis até as 23h59 do dia 5 de outubro (sábado), exclusivamente para que os apostadores consigam realizar o resgate de saldos remanescentes.

Após esse prazo, os sites devem ser retirados do ar. A continuidade da proibição depende agora do aval do Congresso Nacional. As duas casas legislativas têm um prazo de até 120 dias para votar e aprovar a medida enviada pelo governo.

Caso o Congresso não aprove a medida dentro do período estabelecido, a determinação perde a validade e a proibição deixa de vigorar.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.