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Lula concentra entregas de governo no último dia antes de restrições eleitorais

Presidente intensifica agenda de obras e investimentos em saúde, educação e habitação antes da entrada em vigor das limitações do calendário eleitoral.

Por Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concentra nesta sexta-feira (3) uma ofensiva de entregas do governo federal antes da entrada em vigor das restrições do calendário eleitoral. A partir de sábado (4), candidatos ficam impedidos de participar de inaugurações de obras públicas e de eventos que possam caracterizar promoção eleitoral com uso da máquina pública.

A estratégia do Palácio do Planalto mobiliza ministros em diferentes regiões do país. Enquanto Lula comanda uma cerimônia no Planalto, integrantes do governo participam simultaneamente de eventos em outras 11 cidades, totalizando ações em sete estados.

O pacote reúne investimentos nas áreas de saúde, educação e habitação, setores que devem ocupar espaço central na campanha à reeleição do presidente.

Habitação

Na área habitacional, o governo entregará 1.619 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida distribuídas entre Rio de Janeiro, Alagoas, Sergipe, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Segundo o Executivo, cerca de 6.500 pessoas serão beneficiadas com as unidades.

Saúde

Na saúde, serão anunciados R$ 464,8 milhões para aquisição de ambulâncias, unidades odontológicas móveis, veículos para transporte de pacientes e equipamentos hospitalares. Os recursos também irão para reforço da estrutura de atendimento em Campinas e Sorocaba, em São Paulo, além de Vassouras, no Rio de Janeiro, e Garanhuns, em Pernambuco.

Educação

A agenda também inclui ações na educação, com cerimônias em municípios paulistas conduzidas pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini.

Restrições eleitorais

A concentração de inaugurações ocorre porque o calendário eleitoral impõe limitações à atuação de candidatos nos três meses que antecedem o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Nesse período, agentes públicos que disputam as eleições ficam proibidos de participar de inaugurações de obras e de eventos que possam configurar promoção eleitoral com recursos públicos.

Embora programas de governo continuem em execução, as regras restringem a realização de solenidades com participação de candidatos. A ofensiva desta sexta-feira marca, portanto, a última oportunidade para Lula reunir ministros e promover um grande pacote de entregas antes do início das vedações previstas pela legislação eleitoral.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.