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Governo Lula busca diálogo técnico com Trump para evitar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Estratégia do Planalto é manter as negociações no âmbito técnico e evitar influência ideológica até meados de julho, segundo assessores presidenciais.

Por Diário Local

Diante da possibilidade de os Estados Unidos imporem uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o governo Lula traçou uma estratégia para neutralizar interferências políticas e manter as negociações no âmbito técnico. Auxiliares presidenciais informaram que, até 15 de julho, o Planalto trabalhará para evitar o "tarifaço" sem deixar que tensões ideológicas atrapalhem as conversas.

Segundo assessores da área internacional do governo, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) reafirmou repetidas vezes que "não quer a politização do tema, porque desqualifica o trabalho técnico". Essa posição corrobora a estratégia brasileira de manter a ideologia longe do debate comercial.

Com base nesse posicionamento americano, o governo concentra esforços na interlocução com a ala técnica da administração dos EUA. O diálogo envolve o Departamento de Comércio e diplomatas, evitando canais que possam amplificar pressões de setores ligados à família Bolsonaro.

A estratégia visa aliviar a pressão de setores do Departamento de Estado, comandado pelo secretário Marco Rubio, que mantêm vínculos com os Bolsonaro. Manter o debate técnico reduz o espaço para interferências de natureza política.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se posicionou sobre o tema. No início de junho, ele enviou uma carta a Marco Rubio solicitando que o governo norte-americano não aplicasse tarifas sobre produtos brasileiros.

Na resposta, Rubio mencionou a investigação conduzida pelo governo dos EUA sobre práticas adotadas pelo Brasil. O secretário reafirmou que persistem divergências entre os dois países em temas econômicos e comerciais, mantendo a porta aberta para negociações.

O cenário que se desenha, portanto, é de um governo brasileiro apostando na via técnica para contornar obstáculos de ordem política. A data limite de 15 de julho marca o ponto crítico para que as negociações avancem sem riscos de escalada tarifária.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.