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Eleições

Lula atribui eventual vitória no 2º turno ao que chamou de 'exército da democracia'

Em última fala antes da apuração neste domingo (25), presidente afirma que mobilização popular foi 'quase que inexplicável'

Por Redação Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, neste domingo (25), que, caso vença o 2º turno das eleições, deverá o resultado ao povo brasileiro, ao qual classificou como um “exército da democracia”. A afirmação foi feita após o registro de seu voto em São Bernardo do Campo (SP), em sua última manifestação pública antes do início da apuração.

Lula, de 80 anos, ressaltou que a mobilização observada durante o período eleitoral foi algo que nunca havia presenciado em seus 50 anos de trajetória política. O petista afirmou que o movimento popular foi “quase que inexplicável” do ponto de vista sociológico.

Segundo o presidente, as manifestações ocorridas nos últimos 100 dias foram as maiores já registradas no país e muitas delas teriam ocorrido de maneira totalmente espontânea. Ele enfatizou que o movimento não foi conduzido por partidos políticos, sindicatos ou igrejas.

Mobilização e o termo 'exército'

“Não foi partido político, não foi sindicato, não foi igreja, não fui eu nem o Alckmin”, declarou Lula durante o pronunciamento. O presidente afirmou que a força das ruas dependeu de uma ação própria da população para defender conquistas.

O termo “exército”, utilizado pelo presidente, também possui interlocução com a mobilização digital de apoiadores. O deputado André Janones (Rede-MG) administra o canal Exército do Lula no WhatsApp, que conta com mais de 10 milhões de inscritos.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) chegou a pedir a suspensão do canal ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) afirmou ao tribunal que a mobilização de eleitores é legítima.

Críticas ao adversário e projetos de país

Durante o discurso, Lula apresentou o pleito como uma escolha entre dois projetos de país distintos. Ele utilizou os temas de educação e armamento para exemplificar a diferença entre as propostas de sua campanha e as de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

“Se a gente quer um Brasil que distribua milhões de livros didáticos para sua escola, ou a gente quer um Brasil em que distribua a possibilidade de comprar milhão de armas”, afirmou o presidente ao comparar os modelos de gestão.

O presidente também direcionou críticas diretas ao senador Flávio Bolsonaro, chamando-o de “desqualificado moralmente, eticamente, pessoalmente”. Durante a fala, Lula também questionou a origem do patrimônio do adversário.

Histórico de atos e votação

A votação deste domingo ocorre em um cenário de disputa acirrada após o resultado do 1º turno, realizado no sábado (4). Na ocasião, Lula obteve 45,16% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 47,03%.

O petista destacou também a magnitude de atos recentes, como os realizados na Avenida Paulista. Em 11 de outubro, o PT realizou um ato que ocupou sete quarteirões; já no encerramento da campanha, no sábado (24), a concentração chegou a ocupar 14 quarteirões.

Lula realizou o registro de seu voto por volta das 10h02 na Escola Estadual João Firmino Corrêa de Araújo, em São Bernardo do Campo. O presidente votou cerca de uma hora após o adversário, Flávio Bolsonaro.

Comitiva e encerramento

Ao sair da seção eleitoral, o presidente apontou para o número 13 no peito, cumprimentou mesários e posou para fotos com uma bandeira do Brasil. Acompanharam o ato aliados como o vice-presidente Geraldo Alckmin e sua esposa, Lu Alckmin.

Também estiveram presentes Janja Lula da Silva, a primeira-dama, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Participaram também Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva, Luiz Marinho e Paulo Pereira.

Ao encerrar o pronunciamento, o presidente agradeceu aos eleitores e disse: “Jogo tá jogado. Que Deus abençoe os eleitores brasileiros”. A votação termina no fim da tarde e a apuração oficial será iniciada em seguida.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.