Silas Malafaia apoia Flávio Bolsonaro, mas não vai organizar atos de campanha
Líder religioso afirmou que não participará da coordenação do evento de 7 de Setembro na Avenida Paulista.
Por Redação Diário Local
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, afirmou nesta terça-feira (18) que apoia a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas que não irá organizar ou coordenar atos de campanha ou eventos políticos para o congressista ou para o Partido Liberal (PL).
A declaração ocorre após o diretório paulista do PL reservar a Avenida Paulista para um ato político no feriado de 7 de Setembro. Esta será a primeira vez, desde 2021, que o religioso não estará na coordenação do evento.
Segundo Malafaia, ele costumava coordenar as manifestações por pedidos diretos do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o pastor afirmou não ter vínculo com partidos e que a responsabilidade jurídica e operacional de eventos de campanha é exclusiva das legendas.
Como será o apoio de Malafaia
O líder religioso explicou que pretende contribuir com a candidatura de Flávio Bolsonaro por meio da opinião e do uso de suas redes sociais. Ele destacou que não pretende participar da logística partidária ou de eventos de lançamento de campanha.
Malafaia mencionou que seus eventos anteriores tinham focos humanitários, como os que pediam anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro. Ele citou, como exemplo, sua ausência em convenções e oficializações de candidatura de Jair Bolsonaro em 2018 e 2022.
O pastor também não compareceu ao primeiro ato de campanha de Flávio Bolsonaro, realizado no domingo (16), no Rio de Janeiro.
Sobre a capilaridade de manifestações
Questionado sobre o comparecimento de pessoas ao evento promovido pelo senador em Copacabana, que reuniu entre 25 mil e 30 mil pessoas, Malafaia minimizou comparações com o poder de convocação de Jair Bolsonaro.
O religioso afirmou que o ex-presidente possui uma capacidade de mobilização imbatível e que não se espera que o senador tenha o mesmo nível de capilaridade. Malafaia também fez comparações entre as manifestações da direita e os comícios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
