Márcio Canella desiste de candidatura ao Senado e deve disputar vaga na Alerj
Ex-prefeito de Belford Roxo anunciou a decisão após articulações do grupo político aliado que inclui Douglas Ruas e Flávio Bolsonaro
Por Redação Diário Local
O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), anunciou nesta segunda-feira (3) que não disputará uma vaga no Senado Federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. O político decidiu que deve buscar um mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
A decisão foi tomada em conjunto com o grupo político aliado, que inclui o candidato ao governo do estado, Douglas Ruas (União Brasil), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e integrantes da federação União Progressista. O movimento ocorreu após articulações entre os membros da aliança para organizar a composição da chapa majoritária.
Em comunicado divulgado em suas redes sociais, Canella afirmou que a escolha foi amadurecida após reflexão. Segundo o ex-prefeito, o objetivo é "continuar ao lado de quem mais precisa", justificando a mudança de foco para a disputa na Assembleia Legislativa.
Com a desistência de Canella, a chapa liderada por Douglas Ruas permanece incompleta. O grupo político ainda trabalha para definir um candidato ao cargo de vice-governador e um novo nome para concorrer à segunda vaga disponível para o Senado.
Anteriormente, havia um acordo entre o União Brasil e o PP, partidos que integram a federação União Progressista, para compor a chapa de Ruas. O planejamento previa que Canella disputasse o Senado, enquanto o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), ocuparia a vaga de vice-governador.
O cenário político da aliança sofreu alterações após uma série de crises envolvendo integrantes do grupo. No dia 7 de julho (7), Canella foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) em uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
Na ocasião da operação, o ex-prefeito chegou a ser preso em flagrante por porte ilegal de arma. No entanto, menos de um mês depois, ele foi solto por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também revogou a necessidade do uso de tornozeleira eletrônica.
Até o momento, a única candidatura confirmada para o Senado dentro do grupo é a do senador Carlos Portinho (PL), que busca a reeleição. O grupo de Douglas Ruas segue em busca de novos nomes para fechar a composição da chapa.
