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Campanha de Marília Campos critica estratégia do PT mineiro de indicá-la para governo

Coordenador de pré-campanha afirma que candidatura ao executivo estadual poderia unificar a direita e prejudicar o partido no Senado.

Por Diário Local

A campanha da pré-candidata ao Senado Marília Campos criticou a possibilidade de o PT mineiro indicá-la para disputar o governo estadual, classificando a estratégia como um possível "desastre político".

Em nota, o coordenador de pré-campanha José Prata argumentou que a candidatura ao executivo estadual reunificaria a direita mineira e prejudicaria o partido em outras disputas. "A candidatura de Marília ao governo é a volta da polarização, é o sonho da direita e da extrema direita mineira. A estratégia do PT Minas é, para dizer o mínimo, uma temeridade. No limite será um desastre político", afirmou.

A avaliação da campanha é que a escolha de um nome da sigla para o Palácio Tiradentes poderia impulsionar a reeleição do governador Mateus Simões (PSD), que já conta com apoio do pré-candidato à presidência Romeu Zema (Novo).

Proposta de frente ampla

A campanha de Marília defende uma estratégia de despolarização mediante uma frente ampla. A proposta é que o palanque mineiro seja composto por um candidato de outro partido para o governo estadual, mantendo Marília na disputa por uma vaga ao Senado, com outro candidato da frente ampla concorrendo à segunda cadeira.

Segundo a nota, essa abordagem evitaria que adversários se unissem sob a bandeira de combater o retorno do PT ao governo estadual. A campanha argumenta que a experiência anterior da legenda no cargo não foi bem-sucedida: Fernando Pimentel (2015-2018) não avançou ao segundo turno na tentativa de reeleição.

Prata alertou ainda para o risco de que, com maior polarização, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisasse se afastar da disputa estadual para não perder votos não consolidados, deixando o partido sem candidato competitivo para o governo e prejudicando a campanha ao Senado.

Posicionamento sobre Lula

A nota propõe que Lula mantenha uma "campanha solo" em Minas Gerais, focada em temas nacionais como democracia e soberania, sem se envolver na polarização estadual. Segundo a avaliação, essa estratégia protegeria o desempenho do presidente no estado.

A campanha de Marília defende que o palanque mineiro seja organizado com Lula como candidato à presidência, um nome da frente ampla para o governo estadual, Marília senadora na primeira vaga e um candidato da frente ampla para a segunda vaga no Senado.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.