Michelle Bolsonaro busca projeção para 2030 com possível derrota de Flávio Bolsonaro em 2026
Segundo cientista político, ex-primeira-dama teria interesse em consolidar liderança após disputa de Flávio Bolsonaro.
Por Redação Diário Local
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deseja a derrota de seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro, na disputa presidencial de 2026 para consolidar seu próprio projeto político visando as eleições de 2030, afirmou o cientista político Rudá Ricci.
A declaração foi feita durante entrevista ao PoderDataCast, transmitida na última quinta-feira (30). Segundo Ricci, a movimentação faz parte de uma reorganização do campo bolsonarista diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro e das disputas internas pela liderança da direita.
O sociólogo e presidente do Instituto Cultiva explicou que a ausência de mandatos de outros membros da família influenciaria essa projeção. De acordo com sua análise, enquanto Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, Michelle aparece como uma possível herdeira política.
Como Michelle busca o eleitorado?
Ricci observou que Michelle Bolsonaro construiu alianças estratégicas com lideranças como a ex-ministra Damares Alves e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Esse grupo estaria trabalhando com foco no cenário de 2030.
O especialista destacou que a ex-primeira-dama possui carisma e uma imagem que permite trânsito entre o público feminino e evangélico. Para Ricci, a presença de Michelle em uma eventual chapa ajudaria a diminuir a rejeição de Flávio Bolsonaro, que enfrenta dificuldades de crescimento entre as mulheres.
Segundo o cientista político, o cenário atual para Flávio é de desafio na unificação da direita, dado que o campo político encontra-se dividido pela falta de uma liderança única que coexista com o ex-presidente.
Desafios na articulação política
A decisão de Flávio Bolsonaro de manter a vaga de vice-presidente aberta durante a convenção nacional do PL foi apontada por Ricci como um sinal de dificuldade na articulação da campanha.
Para o sociólogo, a definição de um vice em convenções partidárias é fundamental para transmitir estabilidade e reduzir conflitos internos. A falta de um nome definido para compor a chapa majoritária é vista como um obstáculo para o senador no momento atual.
