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PGR rejeita proposta de delação de ex-presidente do BRB por 'reduzida utilidade'

Procurador-geral Paulo Gonet classificou a proposta como de 'débil eficácia potencial' e afirmou que tópicos apresentados não trazem informações inéditas sobre o caso.

Por Diário Local

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou a proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pela defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. A manifestação foi enviada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de quinta-feira (25 de junho).

Gonet argumentou que uma colaboração premiada deve trazer elementos úteis às investigações e contribuir de forma efetiva para a descoberta de provas. Porém, a proposta de Paulo Henrique Costa não atendeu a esse requisito e foi classificada como de "reduzida utilidade e débil eficácia potencial".

O procurador-geral destacou que os tópicos apresentados pelo ex-dirigente do BRB não trazem informações inéditas, especialmente no que diz respeito à recuperação de valores obtidos com os supostos crimes. Segundo Gonet, não há "sinalização mínima do potencial de ressarcimento" nem elementos que diferenciem a proposta dos resultados já alcançados pelas autoridades na busca patrimonial.

Contexto da prisão

Paulo Henrique Costa foi preso durante a Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades em operações envolvendo o BRB e o Banco Master. De acordo com a Polícia Federal, Paulo teria recebido seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em troca de favorecimentos relacionados a negócios entre as instituições financeiras.

Com a manifestação de Gonet, caberá ao ministro André Mendonça analisar o pedido de homologação da rejeição da proposta. A Polícia Federal, que também foi procurada pela defesa durante as tratativas de colaboração, ainda não se manifestou sobre o caso.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.