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Política

PL fica isolado em Minas Gerais e Flávio Bolsonaro perde aliados para disputas internas

Partidos Republicanos e União Progressista não fecharam alianças com o PL em Minas, dificultando palanque para Flávio Bolsonaro.

Por Redação Diário Local

O Partido Liberal (PL) encerrou as convenções partidárias em Minas Gerais de forma isolada, sem conseguir formalizar alianças que poderiam ampliar o palanque para o presidenciável Flávio Bolsonaro no estado. A sigla não concretizou acordos com o Republicanos nem com a federação União Progressista, composta pelo Progressistas (PP) e pelo União Brasil.

A ausência de coalizões partidárias deve impactar diretamente a estrutura de campanha do PL em território mineiro. Sem alianças formais, a legenda terá menor disponibilidade de recursos financeiros, menos tempo de propaganda eleitoral gratuita na televisão e uma base reduzida de cabos eleitorais, como prefeitos, vereadores e deputados aliados.

No caso do Republicanos, o impasse nas negociações foi motivado pela situação política do senador Cleitinho Azevedo. A indefinição de Cleitinho sobre sua participação no pleito impediu que o partido fechasse um acordo para apoiar Flávio Roscoe, nome confirmado pelo PL nesta quarta-feira (5). Roscoe é ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

A federação União Progressista, por sua vez, optou por compor com o governador Mateus Simões, do PSD. A decisão retirou do PL o apoio que estava sendo articulado para a candidatura de Marcelo Aro (PP) ao Palácio Tiradentes. Após romper com o atual governador, Aro deve agora concorrer ao Senado em uma candidatura independente do PSD.

Por que o PL ficou sem aliados?

Além dos movimentos do Republicanos e da União Progressista, o PL também encontrou barreiras ao tentar avançar com o PSD de Mateus Simões. Embora aliados de Flávio Bolsonaro tenham ensaiado agendas conjuntas com o governador e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), a proximidade de Simões com o candidato à presidência Romeu Zema (Novo) dificultou o acordo.

Outro fator que impediu a aproximação com o PSD foi o fato de a legenda já possuir um nome na disputa presidencial, o senador Ronaldo Caiado. Dessa forma, o grupo liderado por Simões concentrou apoios de diferentes espectros da direita, enquanto o PL precisará lançar uma chapa própria para dar suporte a Flávio Bolsonaro em Minas.

Como fica a disputa para Flávio Bolsonaro?

Com o isolamento partidário, Flávio Bolsonaro deverá aparecer apenas nos materiais de campanha e nos "santinhos" dos candidatos oficiais do PL no estado. Em contrapartida, o palanque de Mateus Simões será reforçado pelos nomes de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que também disputam a presidência no primeiro turno.

Ainda existe o questionamento sobre uma possível reviravolta que coloque Cleitinho Azevedo como um palanque extra para o bolsonarismo. Flávio Roscoe defende que, caso o senador se candidate, o PL poderia ter dois palanques no estado, mas a viabilidade é vista com cautela pela política local.

Essa incerteza ocorre porque o presidente estadual do Republicanos, o deputado federal Euclydes Pettersen, não garantiu apoio ao candidato do PL caso as chapas de Cleitinho e Roscoe sejam distintas. Apesar de Cleitinho ter sido um dos primeiros a declarar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, o desfecho das candidaturas locais permanece indefinido.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.