PL lança Ednardo Raposo como candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro
Candidatura de Ednardo Raposo foi registrada pelo PL no TSE; ele é indiciado pela PF em inquérito sobre ameaças a assessor do STF.
Por Redação Diário Local
O Partido Liberal (PL) lançou o jornalista Ednardo Raposo como candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro. O nome consta na lista entregue pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o registro de candidatura ainda aguarda análise da Justiça Eleitoral.
Raposo é indiciado pela Polícia Federal (PF) em um inquérito que apura ameaças direcionadas ao delegado Fabio Shor. Shor atua atualmente como assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No pedido de registro de candidatura enviado ao órgão eleitoral, o pré-candidato declarou a profissão de jornalista. No mesmo documento, Raposo informou não possuir bens registrados.
A investigação da Polícia Federal aponta que o indiciado participou de uma campanha coordenada com o objetivo de constranger e intimidar o então delegado Fabio Shor. Na época, o servidor era responsável por apurações que envolviam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado.
Devido ao suposto envolvimento nas ações contra o delegado, a PF indiciou Raposo pelo crime de embaraço à investigação de organização criminosa. O indiciamento ocorreu em agosto do ano passado.
Outros nomes também foram indiciados no mesmo inquérito conduzido pela Polícia Federal. Entre eles estão o senador Marcos do Val (Avante-ES) e os jornalistas Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio.
Restrições judiciais
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o pré-candidato está proibido de utilizar redes sociais. A medida foi imposta pelo ministro Alexandre de Moraes.
Em razão da decisão judicial, o canal de Raposo na plataforma YouTube foi desativado. Além disso, o perfil do jornalista na rede social X permanece suspenso por ordem do magistrado.
O candidato possui vínculos familiares com cargos militares de relevância histórica. Ele é neto do general Ednardo D’Ávila Mello, que comandava instalações militares durante o período envolvendo as mortes do jornalista Vladimir Herzog e do militante Manoel Fiel Filho.
O general D’Ávila Mello foi exonerado pelo então presidente Ernesto Geisel após o episódio que resultou nas mortes dos dois cidadãos.
A lista de candidatos do Partido Liberal segue os trâmites normais de conferência junto ao Tribunal Superior Eleitoral. O registro de Raposo passará por conferência de dados antes da validação oficial para o pleito.
Até o momento, não houve resposta por parte do pré-candidato sobre o lançamento da candidatura ou sobre as investigações em curso.
O caso segue sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, que acompanha o desdobramento das investigações sobre ameaças a autoridades do tribunal.
A Polícia Federal mantém o inquérito para apurar o alcance da campanha de intimidação mencionada no relatório de indiciamento.
