Candidatos à Presidência definem planos econômicos com propostas distintas sobre gastos e Estado
Documentos de campanha apresentam divergências em temas como privatizações, política fiscal, uso de estatais e tamanho do Estado.
Por Redação Diário Local
Os candidatos à Presidência da República apresentaram seus planos de governo com diretrizes para áreas fundamentais, como saúde, educação e segurança pública. Os documentos de campanha revelam divergências nas propostas econômicas sobre política fiscal, tamanho do Estado, trajetória da dívida pública e modelo de crescimento.
As propostas também divergem quanto à condução do arcabouço fiscal, à política de privatizações e ao uso de estatais e bancos públicos para o desenvolvimento econômico.
O que propõe Luiz Inácio Lula da Silva?
O programa econômico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem como eixo a manutenção do arcabouço fiscal aprovado em 2023. O modelo estabelece metas de resultado primário com bandas de tolerância e combina o investimento público como instrumento de estímulo ao crescimento.
A estratégia inclui a ampliação de investimentos em infraestrutura por meio do Novo PAC, com foco em logística, habitação, saneamento e energia. No setor industrial, o governo aposta na Nova Indústria Brasil (NIB), com foco em tecnologia, inovação e transição energética.
Na área social, o plano prevê a valorização do salário mínimo com ganho real e a manutenção de programas como o Bolsa Família. A agenda fiscal também inclui o aumento da arrecadação por meio da revisão de renúncias tributárias e da implementação da reforma tributária sobre o consumo.
Quais são as propostas de Flávio Bolsonaro?
O plano econômico de Flávio Bolsonaro (PL) foca na responsabilidade fiscal e defende um ajuste das contas públicas baseado no corte de despesas e na redução da carga tributária. O candidato propõe um pacote de ajuste descrito como "tesouraço", que prevê o enxugamento da máquina pública e a revisão de gastos dos três Poderes.
Na política econômica, o programa propõe limitar o crédito subsidiado com recursos do Tesouro Nacional. O objetivo do candidato é alcançar um crescimento de 4% ao ano ao longo da próxima década, apoiado no investimento privado e na competitividade de setores como agro e indústria.
Na área tributária, a proposta defende a redução de impostos sobre produção e consumo, além da revisão da reforma tributária e a diminuição da alíquota do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA).
Como pretende atuar Romeu Zema?
O plano de Romeu Zema (Novo) tem como eixo a redução do tamanho do Estado e o ajuste fiscal. A proposta inclui um choque nos gastos públicos, com defesa de reforma da Previdência, reforma administrativa e a revisão de despesas obrigatórias.
No campo econômico, o programa defende a privatização de estatais, a ampliação de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), visando reduzir o papel direto do Estado na economia.
As propostas institucionais de Zema incluem o fim de privilégios no serviço público, como supersalários e aposentadoria compulsória, além da limitação de auxílios ao teto constitucional.
