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Segurança

Washington Quaquá afirma que flexibilização de armas barateou fuzis para traficantes no Rio

Vice-presidente do PT afirma que fuzis que custavam até R$ 40 mil passaram a ser adquiridos por valores menores por criminosos.

Por Redação Diário Local

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, afirmou que a flexibilização do acesso a armas de fogo reduziu o custo das operações de organizações criminosas no Rio de Janeiro. Segundo o vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), traficantes passaram a apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) devido à redução nos preços de fuzis, que seriam adquiridos por meio da revenda ilegal de armamentos comprados por Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).

Em entrevista realizada nesta quarta-feira (5), Quaquá relatou que fuzis que anteriormente custavam entre R$ 30 mil e R$ 40 mil passaram a ser adquiridos por valores entre R$ 8 mil e R$ 10 mil. O prefeito, no entanto, não apresentou provas ou dados que sustentassem a afirmação sobre a queda de preços ou sobre o suposto apoio político de facções ao ex-presidente.

O político criticou o que classificou como uma liberação "desenfreada" de armamentos durante o governo Bolsonaro. Quaquá declarou ser contrário à autorização para que CACs possuam fuzis, mas manifestou apoio ao acesso a pistolas e carabinas em determinadas situações.

A declaração ocorreu após o prefeito ser questionado sobre uma foto de seu filho, Diego Quaquá, em um clube de tiro com um fuzil. O prefeito afirmou que a imagem era antiga e que o tema deve ser debatido internamente no partido. Ele ressaltou que, apesar de ser contra o uso de fuzis por CACs, tem o hábito de atirar e que o PT é uma agremiação democrática.

Postura sobre segurança e combate ao crime

Washington Quaquá defendeu uma atuação mais rígida das forças de segurança contra criminosos que portam armamento pesado. O prefeito afirmou que pretende armar a Guarda Municipal de Maricá e declarou que agentes do Estado que enfrentarem ameaças de criminosos armados devem agir para defender a própria vida e a da população.

Ao comentar operações policiais, o petista criticou uma ação realizada no Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2025, que deixou mais de 100 mortos. Segundo ele, a intervenção não foi acompanhada de ocupação permanente do território nem de políticas públicas para as comunidades locais.

O prefeito também rebateu críticas sobre seu posicionamento, afirmando que parte da esquerda desconhece a violência sofrida por moradores de comunidades dominadas por organizações criminosas, citando casos de roubos e restrições impostas por traficantes.

Permanência no PT

Questionado se suas declarações sobre armas e segurança poderiam resultar em punições partidárias, Quaquá descartou qualquer possibilidade de expulsão. O vice-presidente do PT reiterou que o partido não é autoritário e permite que seus integrantes expressem posições divergentes.

Atualmente em seu terceiro mandato na Prefeitura de Maricá, Quaquá também é presidente da Associação Brasileira de Municípios (ABM) e integra a coordenação da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado do Rio de Janeiro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.