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Política

Ronaldo Caiado afirma ser a favor do fim da escala 6x1 em entrevista

Candidato ao Planalto mudou posicionamento e afirmou apoio à proposta, após classificar o texto como eleitoreiro nesta semana.

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) declarou ser a favor do fim da escala 6x1. A afirmação foi feita durante entrevista coletiva realizada neste sábado (22), em Campinas (SP).

O posicionamento atual contrasta com declarações anteriores do político. Na última quarta-feira (19), durante o 11º Fórum CNT de Debates, Caiado evitou apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. Na ocasião, ele classificou o texto como "populista", "eleitoreira" e "de voto".

Ao ser questionado diretamente sobre o tema durante a agenda em Campinas, o candidato mudou o tom e respondeu apenas: "Sim, sou a favor".

A PEC sobre a escala 6x1 estava parada no Senado desde maio. Na última semana, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou que liberará a tramitação e enviará o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar da movimentação no Legislativo, a expectativa dentro do Senado é de que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho avance apenas após o período eleitoral.

Críticas a adversários e cenário político

Durante a coletiva, Caiado também criticou adversários que não participaram de debates eleitorais, chamando-os de "fujões", embora não tenha citado nomes. O candidato afirmou estar otimista para o debate na TV Band, marcado para este domingo (23).

Sobre a polarização política no país, o candidato classificou o cenário atual como uma "briga inútil". Ele também criticou as gestões do Partido dos Trabalhadores (PT) e afirmou que o Brasil "caminhou pela mediocridade" nos últimos anos.

Propostas para segurança e saúde

No setor de segurança pública, Caiado propôs enquadrar facções criminosas em uma nova tipificação chamada de "terrorismo domiciliar". O plano inclui a construção de 40 presídios de segurança máxima e a utilização de inteligência artificial no combate ao crime.

O candidato defendeu ainda a criação de uma força policial integrada com países vizinhos para enfrentar o narcotráfico, o contrabando de armas e a lavagem de dinheiro. Segundo ele, o uso da tecnologia foi essencial para os índices de resolutividade de crimes em Goiás.

Na área de saúde e ciência, o candidato defendeu a busca pela autossuficiência na produção de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA), utilizados na fabricação de medicamentos. Ele também manifestou apoio à ampliação de tratamentos genômicos e reforçou seu respaldo à ciência e à vacinação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.