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Justiça

STF nega soltura de coordenador de tráfico transoceânico do PCC

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal manteve a prisão preventiva de Klaus de Castro Rios Motta e Silva, investigado pela Polícia Federal.

Por Redação Diário Local

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de habeas corpus para a soltura de Klaus de Castro Rios Motta e Silva. Ele é apontado pela Polícia Federal (PF) como coordenador do tráfico transoceânico de cocaína do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão, proferida na última segunda-feira (24), foi publicada nesta quarta-feira (26). Klaus cumpre prisão preventiva no âmbito da Operação Narco Vela, deflagrada pela PF em abril do ano passado para desarticular um esquema de envio de drogas para a Europa e a África por meio de embarcações.

Segundo as investigações, o acusado ocupava uma posição técnica qualificada na organização. Ele seria o responsável pela preparação e manutenção de veleiros, além de organizar as rotas de travessia para garantir a viabilidade do envio da cocaína para o exterior.

A decisão do STF vinculou o investigado a três eventos específicos de tráfico. São eles a apreensão de 2,4 toneladas de cocaína na embarcação Eros; a apreensão de 560 kg de cocaína na Ilha do Mosqueiro, em Belém (PA), em maio de 2024; e a preparação do veleiro Obelix, também utilizado pela facção.

De acordo com a PF, o grupo criminoso tentava utilizar novas rotas marítimas para evitar o radar das autoridades. Sob a coordenação de Klaus, foi constituído um subgrupo operacional com atuação voltada à região Norte, operando intensamente nos estados do Maranhão e do Pará para escapar da fiscalização no Porto de Santos.

As apurações indicam que Klaus tinha ligação direta com o empresário Marco Aurélio de Souza, conhecido como Lelinho, apontado como um dos principais exportadores de cocaína no país. O monitoramento dessa estrutura começou após a captura, em fevereiro de 2023, de um veleiro pela Marinha dos Estados Unidos com três toneladas de droga entre Cabo Verde e as Ilhas Canárias.

As investigações sobre o grupo se expandiram com as operações Narco Bet e Narco Fluxo. O foco passou a ser o rastreamento da lavagem de dinheiro, que utilizava empresas de apostas eletrônicas (bets) e a indústria fonográfica para movimentar recursos ilícitos provenientes do tráfico.

Entre os alvos de operações anteriores relacionadas ao grupo estão influenciadores e artistas, como o cantor Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, e o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, o Buzeira. Todos os investigados citados nas ações de lavagem de dinheiro foram soltos entre maio e agosto deste ano.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.