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São Paulo

Vereadora de São Paulo dá voz de prisão por suposta oferta de propina para licitação de câmeras

Amanda Vettorazzo afirma que homem ofereceu percentual de contrato de R$ 60 milhões para favorecer grupo de empresas

Por Redação Diário Local

A vereadora de São Paulo, Amanda Vettorazzo (União Brasil), deu voz de prisão nesta terça-feira (25) a um homem suspeito de oferecer propina para favorecer o grupo de empresas Oakmont Group. Segundo a parlamentar, a oferta visava garantir a vitória do grupo em uma licitação de câmeras corporais para a Guarda Civil Metropolitana (GCM), com contrato estimado em R$ 60 milhões.

O anúncio foi feito pela vereadora no 1º Distrito Policial da Liberdade, na capital paulista. Vettorazzo relatou que a proposta de corrupção ativa envolveria o pagamento de 5% a 10% do valor total do contrato caso ela intervisse no processo licitatório.

De acordo com o relato da parlamentar, um homem identificado como Fernando teria feito a proposta após representantes das empresas apresentarem tecnologias de segurança pública. A empresa havia solicitado espaço para apresentar as soluções à Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal, que é presidida pela própria vereadora.

A vereadora afirmou que o homem está preso e que a polícia segue com as investigações do caso. O episódio ocorre em um momento de destaque político para Vettorazzo, que coordena a campanha de Renan Santos à Presidência e foi citada por ele como possível ministra da Secretaria Geral da Presidência, caso seja eleito.

Em nota, o grupo Oakmont Group informou que vai apurar rigorosamente os fatos e eventuais responsabilidades. A empresa declarou que possui anos de atuação no mercado, pautados pela ética, transparência e pelo compromisso com a integridade, possuindo reputação ilibada.

A organização ressaltou, ainda, que tomou conhecimento das alegações e que não possui, em seu quadro de funcionários, qualquer pessoa com o nome de Fernando. A empresa afirmou que seguirá com as apurações internas sobre o ocorrido.

Amanda Vettorazzo iniciou sua trajetória política no Movimento Brasil Livre (MBL). Em 2022, foi primeira suplente para deputada estadual e, em 2024, foi eleita vereadora paulistana com mais de 40 mil votos, focando em pautas como causas animais e cidades inteligentes.

Na Câmara Municipal, a parlamentar ganhou repercussão ao protocolar o projeto de lei conhecido como "lei anti-Oruam". A proposta visa proibir que a Prefeitura de São Paulo contrate ou apoie eventos que envolvam apologia ao crime ou a organizações criminosas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.