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Virginia Fonseca faz publicidade de casa de apostas e incentiva seguidores a apostar em jogo da Copa

A influenciadora, com 56,7 milhões de seguidores, publicou vídeo no Instagram incentivando apostas na vitória de Cabo Verde contra a Argentina. Promotoria pediu cópias dos contratos de publicidade.

Por Diário Local

A influenciadora Virginia Fonseca publicou um vídeo em seus Stories no Instagram na sexta-feira (3 de julho) em que incentiva seguidores a apostarem na vitória da seleção de Cabo Verde sobre a Argentina na fase de 16 avos da Copa do Mundo de 2026. O vídeo funcionou como publicidade para a plataforma Blaze, com a qual Virginia tem contrato. A influenciadora possui 56,7 milhões de seguidores na rede social.

No vídeo, Virginia afirmou estar "esperançosa" de que Vozinha, goleiro da seleção de Cabo Verde, iria "pegar todas". Em seguida, mostrou estar apostando na equipe africana no confronto contra a Argentina. Os argentinos venceram o jogo por 3 a 2.

Investigação do Ministério Público

A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) pediu cópias dos contratos de publicidade de Virginia e do jogador Neymar Jr. com a Blaze. O objetivo é apurar as diretrizes e estratégias de marketing adotadas pela plataforma, incluindo o uso da expressão "renda extra" em campanhas.

A ação foi instaurada em 19 de junho, após denúncias sobre retenção sistemática de fundos de usuários com justificativas genéricas. A Prodecon também considerou um relatório técnico que registra mais de 42 mil reclamações contra a plataforma.

Virginia e Neymar não são investigados pessoalmente. O inquérito civil do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) foca na conformidade regulatória e nas possíveis condutas abusivas da casa de apostas.

Além de Virginia e Neymar, a Promotoria também pediu cópias dos contratos de publicidade dos influenciadores Lucas Lira e Bruna Sunaika com a Blaze.

Solicitações da Promotoria à plataforma

A Prodecon solicitou à Blaze informações detalhadas sobre procedimentos de abertura, manutenção, bloqueio e encerramento de contas de usuários. A Promotoria também exigiu documentos sobre políticas de bônus e promoção adotadas pela plataforma.

Além disso, a Prodecon pediu relatório sobre contas bloqueadas ou suspensas, valores retidos por usuários e os fundamentos para as restrições. A Promotoria também quer conhecer os mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro implementados e a estrutura societária completa da Blaze.

A investigação inclui ainda pedido de esclarecimentos sobre os mecanismos de jogo responsável adotados pela plataforma. O inquérito civil pode levar a uma sanção com pedido de danos morais estimado em R$ 120 milhões.

A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) também foi acionada para encaminhar nota técnica e relatório de reclamações e processos contra a plataforma Blaze.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.