Anvisa aprova primeiro medicamento contra Alzheimer em fase inicial
O lecanemabe é indicado para pacientes em estágio inicial da doença e atua reduzindo placas associadas ao avanço do quadro no cérebro.
Por Diário Local
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o lecanemabe, primeiro medicamento para o tratamento da doença de Alzheimer em fase inicial registrado no Brasil. Trata-se de um anticorpo monoclonal, da classe dos produtos biológicos.
Para quem o medicamento é indicado?
Segundo a Anvisa, o remédio é indicado para pacientes adultos com diagnóstico clínico de comprometimento cognitivo leve e demência leve decorrentes da doença de Alzheimer — ou seja, a fase inicial — com presença confirmada de patologia amiloide.
Como ele funciona?
O lecanemabe atua reduzindo as placas de beta-amiloide no cérebro, proteína associada ao avanço da doença, com o objetivo de desacelerar o declínio cognitivo em quem já tem demência leve. A administração é feita por infusão intravenosa, com duração aproximada de uma hora, a cada duas semanas.
O remédio cura o Alzheimer?
Não. O medicamento não cura a doença nem reverte o quadro. Segundo a aprovação, ele está associado à desaceleração do declínio cognitivo em pacientes em estágio inicial, e não à recuperação da memória já perdida.
Há restrições de uso?
Sim. A Anvisa informou que o tratamento é restrito a pacientes que não são portadores ou que são heterozigotos para o alelo ApoE ε4 da apolipoproteína E, já que o risco de efeitos adversos é maior em pacientes homozigotos para esse gene. Por isso, a indicação exige avaliação especializada.
A elegibilidade ao tratamento, os exames prévios e o acompanhamento devem ser definidos por um médico. Em caso de sintomas de perda de memória, procure avaliação médica.
