Câncer ginecológico registra quase 4 mil casos no Espírito Santo em cinco anos
Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram 3.946 novos diagnósticos entre 2021 e 2025 e mais de 1,6 mil mortes no período.
Por Redação Diário Local
O Espírito Santo registrou 3.946 novos diagnósticos de cânceres que atingem órgãos genitais femininos entre os anos de 2021 e 2025. Os dados constam no Painel Oncologia Brasil, disponibilizados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
No mesmo período de cinco anos, o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) contabilizou 1.664 mortes decorrentes dessas neoplasias no estado. Os números são divulgados durante a campanha Setembro em Flor, que busca ampliar a conscientização sobre a prevenção e o tratamento de cânceres de colo do útero, endométrio, ovários, vagina e vulva.
Como foram os diagnósticos no estado?
A trajetória dos diagnósticos anuais no Espírito Santo variou nos últimos anos. Em 2021, foram registrados 770 casos. O volume subiu para 995 em 2022, seguido por uma queda para 880 em 2023 e 836 em 2024. Em 2025, o estado contabilizou 465 novos casos.
Quanto à mortalidade, os dados do SIM, atualizados nesta quarta-feira (9), indicam variações no período. O estado registrou 260 óbitos por cânceres ginecológicos em 2021, enquanto o número subiu para 395 em 2025. Em 2026, até o momento, já foram contabilizadas 234 mortes.
Quais são os principais sintomas?
Os sinais clínicos variam de acordo com o tipo de tumor. No caso do câncer de endométrio, o principal alerta é o sangramento vaginal anormal, especialmente após a menopausa. Este tipo de tumor também possui associação com fatores metabólicos, como a obesidade.
Já o câncer de ovário costuma apresentar sintomas menos específicos em fases iniciais, como aumento do volume abdominal, dor pélvica persistente, sensação de empachamento e alterações no hábito intestinal. Para tumores de vulva e vagina, deve-se observar a presença de coceiras persistentes, feridas ou lesões na região genital.
Como funciona a prevenção?
A prevenção depende do tipo de tumor identificado. Para o câncer de colo do útero, a vacinação contra o vírus HPV é uma das principais formas de proteção, sendo oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Mais de 90% dos casos de colo de útero estão associados à infecção por esse vírus.
A oncologista clínica Juliana Alvarenga ressalta a importância do acompanhamento ginecológico regular e de exames preventivos para detectar lesões antes de estarem em estágios avançados. O diagnóstico precoce continua sendo um fator determinante para o sucesso das terapias, que incluem cirurgia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo.
