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Saúde

Idade avançada não impede doação de órgãos em vida, afirma médico

Avaliação médica rigorosa garante segurança para doadores acima de 60 anos que desejam realizar o procedimento voluntário.

Por Redação Diário Local

A idade avançada não funciona como uma exclusão automática para a doação de órgãos em vida. De acordo com avaliação médica, para que o procedimento ocorra, é necessário que o doador apresente boas condições de saúde e que a análise clínica demonstre segurança para quem doa e para quem recebe o órgão.

O processo de doação exige um acompanhamento rigoroso. Quando o doador vivo tem mais de 60 anos, a investigação tende a ser ainda mais detalhada para minimizar riscos futuros decorrentes da retirada do órgão. A análise envolve exames de sangue, urina, avaliação da função renal, exames de imagem e avaliação cardiovascular.

O médico nefrologista da Unidade de Transplantes do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Geraldo Freitas, explica que o objetivo é garantir a segurança de quem decide doar de forma voluntária. Segundo o especialista, com o envelhecimento, aumenta a probabilidade de surgirem condições como hipertensão, diabetes ou problemas cardiovasculares, o que demanda uma investigação minuciosa.

Como funciona a avaliação médica?

A decisão para a doação não se baseia apenas em critérios numéricos, mas no estado geral de saúde e na expectativa de vida do doador. É preciso avaliar se a pessoa poderá permanecer saudável com apenas um órgão e se os riscos da cirurgia são aceitáveis.

Além do doador, o receptor e o próprio órgão são avaliados para verificar se há condições adequadas para o transplante e se existe uma perspectiva de funcionamento prolongado após a cirurgia. O equilíbrio entre a segurança de quem doa e a eficácia para quem recebe é a prioridade do processo.

De acordo com o Ministério da Saúde, um doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula ou parte dos pulmões. Em todos os casos, a compatibilidade sanguínea é um requisito obrigatório.

Regras para doação no Brasil

A legislação brasileira estabelece regras específicas para a doação em vida. É permitida a doação entre parentes de até o quarto grau e entre cônjuges sem a necessidade de autorização judicial.

Para pessoas que não possuem esse grau de parentesco, a doação também pode ser realizada, mas exige uma autorização da Justiça. O cenário de transplantes no país mostra que, apesar de o Brasil ter registrado 4.335 doadores efetivos em 2025, a fila de espera ainda é grande.

Segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes, 49,4 mil brasileiros aguardam atualmente por um transplante no país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.