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Saúde Animal

Saiba com qual frequência deve ser o banho do cachorro para evitar problemas de pele

Excesso ou falta de higiene pode causar ressecamento e irritações; saiba como definir a rotina de acordo com a pelagem.

Por Redação Diário Local

A frequência ideal de banhos em cachorros deve ser personalizada, variando conforme o tipo de pelo, o ambiente onde o animal vive e o seu estado de saúde. O excesso de lavagens ou a falta de higiene podem prejudicar a barreira natural de proteção da pele, resultando em ressecamento, irritações ou acúmulo de oleosidade.

Fatores como o comprimento da pelagem, a rotina do pet e o contato frequente com áreas externas são determinantes para definir o intervalo de limpeza. O objetivo é manter a higiene sem comprometer a integridade dermatológica do animal.

De acordo com a professora de medicina veterinária Aline Zoppa, coordenadora das Clínicas Veterinárias da Universidade Anhembi Morumbi, a necessidade de banho muda conforme a raça. Cães de pelo longo costumam precisar de banhos quinzenais, enquanto os de pelo curto podem ser higienizados mensalmente.

No caso de filhotes, a recomendação de cuidado é ainda mais rigorosa. O ideal é que o primeiro banho ocorra apenas após a segunda dose da vacina, procedimento que geralmente acontece entre os dois e três meses de idade do animal.

Cuidados com produtos e temperatura

Um dos erros mais comuns é a utilização de produtos destinados ao uso humano. Xampus e sabonetes para pessoas não devem ser aplicados em cães, já que a pele dos animais possui características distintas e o uso de itens inadequados pode causar danos à proteção natural.

A temperatura da água também é um ponto de atenção constante. O tutor deve garantir que a água esteja em uma temperatura confortável, evitando extremos, como o uso de água muito fria ou muito quente, que podem causar desconforto ou até queimaduras.

Durante o procedimento, é necessário evitar o contato de água e produtos químicos com os olhos e os ouvidos do cachorro. Além disso, o enxágue precisa ser extremamente cuidadoso para remover completamente qualquer resíduo de xampu ou condicionador da pelagem.

A importância da secagem correta

A secagem é uma etapa que merece atenção especial para prevenir problemas de pele, principalmente em animais com pelos densos e longos. Manter a pelagem úmida por períodos prolongados pode favorecer o surgimento de complicações dermatológicas.

O uso de secadores deve ser feito com cautela, respeitando a tolerância do animal e evitando temperaturas excessivamente altas. A secagem completa é essencial para manter a saúde do pet após o contato com a água.

Para animais idosos, o cuidado deve ser redobrado devido à maior sensibilidade à friagem. Em alguns casos, a pelagem pode levar até 48 horas para secar totalmente, o que exige atenção ainda maior durante a finalização do banho.

Riscos do banho doméstico

Realizar o banho em casa não é proibido, mas exige que o tutor consiga seguir todos os protocolos de segurança. Se não for possível garantir a proteção das orelhas, o enxágue total e a secagem completa, o ideal é buscar ajuda profissional especializada.

Em cães que possuem pelos longos ou que demandam técnicas específicas de escovação, o banho caseiro pode aumentar o risco de formação de nós. Esses nós podem comprometer a saúde do animal e exigir intervenções posteriores.

Há também o risco de acidentes domésticos, como quedas. O animal pode ficar agitado durante o banho e tentar escapar, o que aumenta a chance de deslizes em superfícies escorregadias ou em locais altos durante a higienização.

Para que o procedimento seja seguro, é importante que o tutor conheça o estabelecimento ou o profissional escolhido. O objetivo é que o banho seja um momento de tranquilidade e bem-estar, evitando que a rotina de higiene se torne uma situação de estresse para o cachorro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.