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Saúde

Insuficiência cardíaca pode comprometer o funcionamento dos rins, alerta especialista

Quando o coração perde a capacidade de bombear sangue corretamente, os rins recebem menos oxigênio e nutrientes, o que pode agravar a função renal.

Por Redação Diário Local

A insuficiência cardíaca, condição em que o coração perde a força para bombear o sangue, pode comprometer diretamente o funcionamento dos rins. Quando o músculo cardíaco adoece, a redução do fluxo de oxigênio e nutrientes pode levar a uma deterioração progressiva da saúde renal.

De acordo com o médico nefrologista Thiago Croce, existe uma parceria constante entre os dois órgãos. Se o coração não bombeia o sangue com eficiência, os rins deixam de receber a irrigação necessária para realizar tarefas vitais.

Os rins dependem do fluxo sanguíneo adequado para filtrar impurezas, eliminar toxinas e controlar a pressão arterial. Na prática, o funcionamento renal é essencial para manter o equilíbrio de líquidos e minerais no organismo.

Quando o bombeamento cardíaco falha, ocorre também um acúmulo de líquidos no corpo. Esse excesso de fluidos aumenta a pressão nas veias e dificulta ainda mais o trabalho de filtragem dos rins.

Essa combinação de fatores pode gerar complicações graves. Entre as consequências estão a retenção de líquidos, o aumento da pressão arterial, a redução do volume de urina e a necessidade de internações hospitalares recorrentes.

Sinais de alerta

O médico explica que é comum pacientes buscarem atendimento por sintomas como falta de ar e inchaço nas pernas. O cansaço ao realizar pequenos esforços e o ganho de peso rápido também são sinais importantes de alerta.

Durante a investigação clínica desses sintomas, é frequente a identificação de uma piora na função renal. Em outros casos, o cenário é inverso: alterações nos exames de urina ou de sangue podem servir como pista de que o coração está operando com dificuldade.

Avanços no tratamento

A medicina tem evoluído para tratar as duas condições simultaneamente. Atualmente, o uso de medicamentos conhecidos como inibidores do SGLT2, como a dapagliflozina e a empagliflozina, tem sido um diferencial no cuidado de pacientes.

Essas substâncias auxiliam tanto no tratamento da insuficiência cardíaca quanto da doença renal crônica. O uso desses fármacos ajuda a reduzir o número de hospitalizações e a retardar a perda da função dos rins.

Outro avanço relevante é a utilização da finerenona. Originalmente indicada para pacientes com diabetes tipo 2 e doença renal crônica, o medicamento demonstrou capacidade de reduzir a progressão da doença.

Pesquisas recentes mostram resultados promissores da finerenona também em pessoas que possuem doença renal crônica, mas não são diabéticas. Novas investigações ainda buscam entender o potencial do fármaco em casos de diabetes tipo 1 e outras doenças glomerulares.

Prevenção e cuidados

Mesmo com o progresso dos tratamentos que visam modificar a evolução das doenças, os hábitos diários continuam sendo a principal barreira de proteção. O controle rigoroso da pressão arterial e do diabetes é o primeiro passo.

A alimentação equilibrada, com foco na redução do consumo de sal, é determinante para evitar sobrecarga nos órgãos. Além disso, a prática de atividades físicas deve ocorrer sempre sob orientação médica.

Outras medidas fundamentais incluem a interrupção do tabagismo e o uso rigoroso das medicações prescritas. O reconhecimento precoce da conexão entre coração e rins é essencial para preservar a qualidade de vida e evitar complicações futuras.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.