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Saúde

Hábitos de alimentação e sedentarismo elevam risco de câncer de estômago no Brasil

Levantamento associa falta de alimentos frescos, consumo de ultraprocessados e sedentarismo ao desenvolvimento de tumor gástrico.

Por Redação Diário Local

Cerca de 42% da população brasileira nunca pratica atividades físicas e 41% não consomem alimentos frescos diariamente, hábitos que elevam o risco de desenvolver câncer de estômago. Um levantamento realizado pelo A.C.Camargo Cancer Center, em parceria com a Nexus, associa o estilo de vida não saudável ao desenvolvimento do tumor gástrico.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de estômago é o quarto tipo de tumor mais frequente entre os homens no Brasil, representando 5,4% dos casos masculinos. Especialistas alertam que fatores de risco consolidados na rotina da população são determinantes para a incidência da doença.

A pesquisa detalha que 33% dos brasileiros consomem alimentos ultraprocessados três ou mais vezes por semana, enquanto 31% ingerem frituras com a mesma frequência. O consumo de bebidas alcoólicas também é expressivo, com 41% da população bebendo ao menos uma vez por semana.

O estudo aponta ainda uma diferença geracional preocupante. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 17% consomem alimentos ultraprocessados diariamente, um índice quatro vezes maior do que o registrado entre pessoas com 60 anos ou mais (4%).

Como o estilo de vida influencia o risco de câncer?

Especialistas do A.C.Camargo Cancer Center explicam que o tumor gástrico é uma doença silenciosa e de efeito acumulativo. O risco está diretamente relacionado ao tempo de exposição e à dose dos hábitos inadequados, o que significa que o tumor pode ser construído ao longo de duas ou três décadas.

Além dos fatores comportamentais, como dieta, sedentarismo, álcool e tabagismo, a infecção pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori) é um fator biológico de risco. A identificação da bactéria permite um tratamento específico, o que pode alterar significativamente o prognóstico do paciente.

Quais são os sinais de alerta do tumor gástrico?

O diagnóstico no Brasil ocorre frequentemente em estágios avançados porque os sintomas iniciais costumam ser confundidos com uma gastrite comum. Por isso, médicos recomendam buscar avaliação especializada caso persistam sinais como azia, queimação ou desconforto abdominal.

Outros sintomas que exigem atenção são a sensação de estufamento ou saciedade precoce ao comer, dificuldade para engolir e perda de peso sem causa aparente. Casos de anemia sem explicação ou fezes escurecidas também devem servir de alerta para a busca de ajuda médica.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.