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Saúde

Prefeitura de Lagoa Santa suspende aulas na rede municipal após surto de sarna

Município registra 241 casos de escabiose; aulas na rede municipal estão suspensas nesta quinta-feira (8) e sexta-feira (9).

Por Redação Diário Local

As aulas em todas as escolas municipais de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, serão suspensas nesta quinta-feira (8) e sexta-feira (9) devido a um surto de sarna. A medida foi determinada pelas secretarias de Educação e Saúde após o município registrar 241 casos notificados da doença, sendo 50 deles identificados nas últimas 24 horas.

A prefeitura informou que a paralisação foi adotada como uma medida adicional de precaução. No entanto, a administração municipal ressaltou que o fechamento das unidades escolares não é uma recomendação técnica de rotina para o controle da escabiose (nome técnico da sarna) e que, de forma isolada, a medida não interrompe a transmissão do ácaro.

Segundo o boletim mais recente, o número de notificações na cidade subiu de 191 para 241 casos. As novas notificações foram registradas por hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e escolas. Todos os pacientes notificados foram encaminhados para avaliação na rede municipal de saúde para indicação de tratamento.

Durante o período de suspensão, as famílias devem observar o aparecimento de possíveis sintomas e procurar atendimento médico em caso de suspeita. A gestão municipal informou que equipes das escolas percorrem as turmas diariamente para identificar crianças com sinais da doença. Quando há suspeita, os responsáveis são avisados e orientados a buscar as unidades de saúde.

O surto na rede municipal ocorre após um episódio anterior em uma unidade escolar. No dia 30 de setembro, uma escola já havia suspendido as atividades após registrar 20 casos confirmados de sarna. Na ocasião, servidores também foram afastados por suspeita ou diagnóstico da doença.

O que é a sarna e como prevenir a transmissão?

A escabiose é uma doença de pele causada por um ácaro que provoca coceira intensa e lesões. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto e prolongado com a pele de uma pessoa infectada. O compartilhamento de roupas, toalhas e roupas de cama também pode transmitir o ácaro, embora com menor frequência.

A prefeitura esclarece que a doença não possui relação com a falta de higiene pessoal e não é transmitida por tosse ou espirro. Quando houver indicação da equipe de saúde, familiares e contatos próximos devem realizar o tratamento ao mesmo tempo, mas não há recomendação de medicação preventiva para toda a população.

Para prevenir o contágio em casa, a recomendação é lavar roupas e itens de cama com água quente e passar com ferro quente, quando possível. Objetos que não podem ser lavados devem ser guardados em sacos plásticos bem fechados por sete dias. Além disso, orienta-se não compartilhar itens de uso pessoal e manter as unhas curtas e limpas para evitar feridas.

A Secretaria de Saúde alerta que a coceira pode persistir por algumas semanas mesmo após o tratamento adequado. Caso surjam novas lesões, febre, dor ou secreção nas feridas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.