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Saúde

Ouvir música ao realizar tarefas simples não é sinal de TDAH, explicam especialistas

O hábito de usar música em atividades repetitivas serve para tornar a rotina mais agradável e não deve ser usado como teste para transtornos.

Por Redação Diário Local

O hábito de ouvir música para realizar tarefas cotidianas, como cozinhar ou organizar a casa, não é um indicativo de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou de outros problemas de saúde. Na maioria das vezes, o comportamento funciona como uma estratégia para tornar atividades monótonas mais agradáveis e confortáveis.

Segundo o musicoterapeuta e pesquisador Gustavo Gattino, a música estabelece um diálogo direto com processos de emoção, memória e atenção. O som ajuda a organizar os estados internos e pode influenciar a maneira como o indivíduo se sente ao realizar uma atividade específica.

O efeito da música no foco e no humor

O impacto do som varia conforme o tipo de tarefa executada. Em atividades repetitivas e simples, como lavar a louça ou arrumar a casa, músicas conhecidas podem funcionar como uma companhia que reduz o tédio e a monotonia.

Por outro lado, o uso de ritmos muito envolventes pode ser prejudicial em momentos que exigem raciocínio profundo, leitura ou estudo. Nestes casos, a música pode capturar a atenção de forma excessiva, acabando por atrapalhar o foco necessário para a concentração.

Um estudo publicado em 2024 na revista Scientific Reports reforça a importância da escolha individual. Pesquisadores observaram que, quando as pessoas utilizam músicas escolhidas por elas mesmas durante tarefas de atenção, apresentam maior nível de foco e menos episódios de distração.

Por que o silêncio pode incomodar?

Para quem já incorporou o som à rotina, a ausência de música pode causar uma sensação de que o ambiente está menos familiar. O silêncio não é necessariamente pior, mas pode fazer com que a pessoa perceba mais a natureza repetitiva da tarefa que está realizando.

Nesse cenário, a música atua apenas como um elemento de conforto e não como algo indispensável para a execução do trabalho. O hábito serve para tornar o momento mais prazeroso, e não para suprir uma incapacidade de realizar atividades em silêncio.

Especialistas reforçam que um diagnóstico de TDAH depende de um conjunto complexo de características e do impacto real desses sintomas na vida da pessoa. Portanto, a necessidade de música durante a rotina não pode ser utilizada como um teste informal para identificar transtornos de atenção.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.