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Saúde

Sono de má qualidade aumenta risco de infarto antes dos 40 anos, alertam especialistas

Privação de sono mantém o corpo hiperestimulado e eleva a pressão arterial, aumentando riscos cardíacos e de diabetes.

Por Redação Diário Local

A falta de sono de qualidade ou a dificuldade em atingir o estágio profundo de repouso pode aumentar o risco de infarto em pessoas com menos de 40 anos. A privação de descanso mantém o sistema nervoso em estado de hiperestimulação, impedindo o relaxamento necessário para o funcionamento cardiovascular durante a noite.

Quando o sono não é reparador, o corpo continua liberando hormônios de vigília, como adrenalina e cortisol. Essas substâncias mantêm a frequência cardíaca e a pressão arterial elevadas, mesmo durante o período de descanso, o que sobrecarrega o coração e o sistema orgânico.

De acordo com o cardiologista Délcio Gonçalves da Silva Júnior, o esperado durante o sono é que o corpo desacelere, reduzindo a pressão arterial e o ritmo de respiração para que o cérebro possa focar no descanso. O médico explica que a pressão ideal durante o repouso costuma girar em torno de 90 a 100 mmHg.

Por que o sono ruim prejudica o coração?

A ausência de um sono reparador compromete o ritmo circadiano, que é o relógio interno que regula os períodos de vigília e descanso do organismo. Sem esse equilíbrio, a liberação inadequada de hormônios impede que o coração descanse conforme o necessário.

A neurologista Aline Marques destaca que fatores modernos, como a exposição à luz azul emitida por telas de TVs, computadores e celulares, atrapalham a produção de melatonina. Esse hormônio é ativado pelo escurecimento do ambiente e é fundamental para sinalizar ao cérebro que é hora de dormir.

Além disso, rotinas desorganizadas e o excesso de tarefas sem intervalos adequados ao longo do dia também impactam negativamente a capacidade de descanso noturno. Profissionais que lidam com estado de alerta constante, como agentes de segurança pública, podem ser mais vulneráveis a esses riscos.

Impacto do ronco e novos dados de saúde

O hábito de roncar também é apontado como um fator de risco. Segundo o cardiologista Délcio Gonçalves da Silva Júnior, o ronco pode estar associado a alterações como aumento do colesterol, resistência à insulina e hipertensão, colaborando para episódios de infarto e fibrilação atrial.

Dados do Ministério da Saúde apontam que as internações por infarto em jovens no Brasil tiveram uma alta de 180% entre os anos de 2000 e 2024. A redução na qualidade do sono também pode elevar as chances de desenvolvimento de diabetes e obesidade devido à redução da resistência à insulina.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.