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Aranha com marcas de 'sorriso' é descoberta no Himalaia e surpreende cientistas

Novo exemplar da espécie, encontrado na Índia, apresenta características genéticas distintas da linhagem encontrada no Havaí

Por Diário Local

Cientistas identificaram uma nova espécie de aranha na cordilheira do Himalaia, na Índia, que é parente da famosa aranha-da-cara-feliz, nativa do Havaí. O achado ocorreu nas montanhas de Uttarakhand e resultou na classificação do novo aracnídeo como aranha-da-cara-feliz-do-Himalaia (Theridion himalayana).

A descoberta surpreendeu a comunidade científica pelo fato de o animal ter sido encontrado a milhares de quilômetros do seu habitat conhecido. Inicialmente, acreditava-se que a espécie original, a aranha-da-cara-feliz (Theridion grallator), estivesse restrita aos Estados Unidos.

A identificação aconteceu durante uma pesquisa em áreas de alta altitude, onde o objetivo inicial dos pesquisadores era buscar espécies de formigas. Ao encontrarem exemplares de aranhas em uma região a 2 mil metros acima do nível do mar, os especialistas decidiram investigar o ocorrido.

Análises genéticas confirmaram que o exemplar indiano é uma linhagem evolutiva que se desenvolveu de forma independente na Ásia. O estudo aponta que a aranha-da-cara-feliz-do-Himalaia apresenta uma diferença genética de 8,5% em relação à espécie do Havaí.

Por que a descoberta surpreendeu os pesquisadores?

Um ponto de curiosidade é que, apesar da distância geográfica, ambos os tipos de aracnídeos compartilham o hábito de viver em plantas de gengibre. A relação entre o animal e esse tipo de vegetação deve ser o foco de estudos futuros para tentar estabelecer possíveis elos perdidos entre as linhagens.

Os pesquisadores também tentam entender a função biológica das manchas no abdômen, que lembram um sorriso. Embora os padrões ajudem na sobrevivência na natureza, a função exata que esses desenhos desempenham no ciclo de vida da espécie ainda precisa ser decifrada.

O trabalho foi liderado por dois pesquisadores indianos, incluindo um integrante do Museu Regional de História Natural. Segundo Ashirwad Tripathy, autor principal do estudo, o nome da espécie foi uma homenagem à biodiversidade e à imponência da cordilheira do Himalaia.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Evolutionary Systematics em meados de abril. A equipe científica pretende continuar a busca por novos exemplares e outras variações da espécie para aprofundar o conhecimento sobre o grupo.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.