Servidora da Câmara é investigada por suposta ajuda a ocultar participação de Valdemar Costa Silva
Mariângela Fialek, ex-assessora de Artur Lira, teria ajudado a esconder participação do presidente do PP em movimentações.
Por Diário Local
Uma investigação da Polícia Federal aponta que Mariângela Fialek, conhecida como 'Tuca', teria ajudado a ocultar a participação do presidente do Progressistas (PP), Valdemar Costa Silva, em movimentações financeiras ou societárias. A suspeita surgiu após o encontro de diálogos no celular de uma servidora da Polícia Federal que tratavam sobre o fechamento de valores ligados ao parlamentar.
Mariângela Fialek atuou como assessora de Artur Lira durante o período em que ele ocupou a presidência da Câmara dos Deputados. Os registros foram localizados pela PF durante o cruzamento de dados de dispositivos eletrônicos apreendidos em operações de investigação.
Os diálogos encontrados no aparelho da agente federal trazem questionamentos diretos sobre a regularidade de pagamentos ou participações. Em um dos trechos, consta a pergunta: "Fechou o valor do Pres Valdemar?", o que levanta suspeitas sobre a forma como os montantes foram registrados ou omitidos.
A Polícia Federal busca agora esclarecer o nível de colaboração da ex-assessora da Câmara para esconder a presença de Valdemar Costa Silva em documentos ou registros oficiais. O foco é entender se houve ajuda ativa para mascarar a participação do presidente da legenda.
A investigação utiliza o conteúdo extraído dos celulares para mapear o fluxo de informações e recursos que envolvem a ex-assessoria de Lira. Os dados servem como elemento para identificar possíveis irregularidades nas instâncias administrativas da Câmara dos Deputados.
Até o momento, as conversas concentram-se na confirmação de valores e na forma como a participação do dirigente do PP era tratada nos bastidores. A análise técnica dos dispositivos continua em curso para detalhar a extensão das movimentações mencionadas.
O caso envolve a apuração de como as participações financeiras ou societárias de figuras políticas de alto escalão eram geridas por assessores de confiança. A PF trabalha para verificar se as omissões investigadas configuram algum tipo de crime de ocultação ou fraude.
As autoridades seguem apurando a conexão entre os diálogos encontrados e as movimentações financeiras registradas durante a gestão da presidência da Câmara. Novos detalhes devem surgir conforme o avanço da análise forense nos aparelhos e documentos apreendidos.
