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Como proteger crianças e adolescentes no ambiente digital: 7 recomendações de especialista

Especialista recomenda configurar aparelhos de acordo com a idade, usar controles parentais e manter diálogo constante com os filhos.

Por Redação Diário Local

Pais e responsáveis podem adotar medidas preventivas para aumentar a segurança de crianças e adolescentes no ambiente digital, como configurar aparelhos de acordo com a idade real e utilizar ferramentas de controle parental. As orientações foram apresentadas pela jornalista Renata Cafardo no episódio desta sexta-feira (14) do podcast "O Assunto".

A especialista e autora do livro "O algoritmo das famílias" ressalta que a supervisão deve fazer parte da rotina familiar. Segundo ela, o acompanhamento precisa ser adaptado conforme o desenvolvimento e a idade do jovem.

Uma das primeiras recomendações é verificar a configuração do dispositivo. O celular deve ser associado à idade correta do usuário, e não à de um adulto, para que o sistema operacional aplique os recursos de proteção adequados para cada faixa etária.

Além da configuração, o uso de controles parentais é indicado para monitorar a atividade digital. Ferramentas específicas podem emitir alertas sobre conteúdos pesquisados ou acessados pelos menores.

Como exemplo, a jornalista citou o aplicativo Qustodio, que permite acompanhar pesquisas e vídeos acessados no YouTube. A ferramenta pode enviar notificações aos responsáveis caso identifique buscas por temas como violência, pornografia e saúde mental.

Senha e limites de privacidade

Outro ponto levantado é a importância de os pais conhecerem a senha do celular utilizado pelos filhos. Para a especialista, não deve haver uma expectativa de privacidade absoluta quando o ambiente oferece riscos ao menor.

No entanto, a orientação é que essa medida seja explicada à criança ou ao adolescente. O objetivo deve ser apresentado como uma forma de supervisão e proteção da experiência digital, e não apenas como um ato de controle.

O monitoramento de aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, também deve ser feito de forma periódica. A ideia é que esse hábito seja incorporado ao cotidiano da família, em vez de ocorrer apenas em momentos de desconfiança.

Autonomia e o risco da "babá digital"

Conforme os jovens crescem, eles podem conquistar gradualmente mais autonomia. Contudo, a jornalista destaca que eles precisam saber que os responsáveis ainda acompanham o que é feito no ambiente virtual.

Renata Cafardo faz um alerta contra o uso do celular como uma "babá digital". Ela defende que a tecnologia não deve ser tratada apenas como um meio de entretenimento para manter a criança ocupada quando os pais não podem estar presentes.

A orientação reforça a necessidade de conversas constantes sobre os riscos da internet. A jornalista compara esse diálogo a temas fundamentais da educação, como orientações sobre alimentação e segurança física.

Segurança como desafio coletivo

A especialista pontua que a responsabilidade pela segurança digital não deve recair exclusivamente sobre os pais. Segundo ela, o tema é um desafio de toda a sociedade, já que uma nova geração cresce totalmente conectada.

Por fim, é destacado que o domínio técnico da tecnologia não garante maturidade. Saber manusear dispositivos não significa, necessariamente, que o jovem tenha maturidade emocional ou ética para lidar com os conteúdos da rede.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.