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Startup paranaense testa venda de ingressos integrada ao WhatsApp para agilizar compras

Solução da startup paranaense permite que usuários comprem e recebam entradas diretamente pelo aplicativo de mensagens, sem baixar novos apps.

Por Redação Diário Local

A startup paranaense TickZap desenvolveu um modelo de bilheteria digital que utiliza a API oficial do WhatsApp para o atendimento e a venda de ingressos. A solução permite que o público consulte informações, escolha as entradas e receba os arquivos diretamente no aplicativo de mensagens, eliminando a necessidade de baixar novos aplicativos ou realizar cadastros em sites externos.

Em sua fase inicial de validação, a tecnologia registrou a venda de 1.630 ingressos em cerca de sete eventos realizados. O volume bruto de vendas (GMV) alcançado nessas operações foi de aproximadamente R$ 157 mil.

Entre os casos de uso da ferramenta, destaca-se uma festa de São João, que comercializou 760 ingressos e gerou R$ 72 mil em vendas. Outro exemplo é o evento “Te Levo Comigo”, com público estimado de 800 pessoas, que utilizou a plataforma tanto para a comercialização quanto para a validação das entradas na portaria.

O produtor de eventos Miguel Arraia relatou agilidade na operação prática. Segundo o profissional, o cliente consegue concluir a compra e receber o ticket no WhatsApp em cerca de dois minutos, sem dificuldades durante a validação no dia do evento.

Como funciona o processo de compra?

O fluxo é iniciado por meio de um link divulgado nos canais oficiais do evento. Ao entrar na conversa do WhatsApp, o usuário seleciona o lote e o setor desejados e avança para a etapa de pagamento.

A transação financeira é realizada fora da conversa por questões de arquitetura do sistema. Uma vez concluído o pagamento, a entrada em formato PDF é enviada de forma automática pelo próprio chat para o usuário.

Foco na jornada do consumidor

Para o cofundador da TickZap, Vinicius Pietracatella, a premissa é reduzir as barreiras que interrompem a decisão de compra. Ele afirma que cadastros, logins e redirecionamentos podem dificultar o processo, e a proposta é simplificar a jornada usando um canal que o consumidor já utiliza no cotidiano.

A iniciativa busca resolver gargalos identificados no comércio eletrônico. Dados do Baymard Institute indicam que 17% dos consumidores de e-commerce nos Estados Unidos abandonaram compras nos últimos três meses devido à complexidade ou extensão das etapas de pagamento.

Além disso, pesquisa setorial de setembro de 2026 apontou que a falta de transparência sobre preços e o excesso de telas de navegação comprometem a conversão em plataformas de bilheteria tradicionais.

A startup planeja expandir sua atuação comercial a partir do Paraná, com foco inicial nas cidades de Curitiba e Maringá, antes de avançar para outros estados. A meta para o primeiro ano de operação é processar entre 30 mil e 40 mil ingressos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.