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Inovação

Equipe de brasileiros vence competição do MIT com projeto para saúde sexual de idosos

Equipe Atlas Health foi premiada com mentoria do MIT após propor soluções educativas e de serviços para a terceira idade

Por Redação Diário Local

Uma equipe de brasileiros conquistou o primeiro lugar no MIT Hacking Medicine Brasil 2026, competição de inovação e empreendedorismo voltada à área da saúde. A proposta vencedora foca na saúde sexual de pessoas idosas, propondo soluções para aproximar essa população do tema por meio de conteúdos educativos, profissionais e serviços especializados.

O evento, organizado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), aconteceu no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, no último sábado (31) e domingo (1). As trilhas principais da edição deste ano foram longevidade e oncologia.

O projeto foi desenvolvido pela equipe Atlas Health, que recebeu como prêmio uma mentoria do MIT para dar continuidade aos próximos passos da iniciativa. O grupo é composto por Bruna Ramos da Fonte, jornalista e sexóloga; Thiago Martins, enfermeiro; Thalissa Galvanin, fisioterapeuta; Raphaela Rodrigues Silva, produtora multimídia; Gustavo Andrade Barreto, estudante de Medicina; e Filiphe Zucchi, engenheiro e estudante de Medicina.

Segundo a jornalista Bruna Ramos da Fonte, o tema enfrentou resistência inicial durante a competição. Bruna relatou que, ao propor o debate sobre a sexualidade na terceira idade, não houve interesse de outros participantes no início, o que, para ela, evidencia uma lacuna no debate e o peso do etarismo sobre o envelhecimento.

Por que a saúde sexual na terceira idade é um tema relevante?

A relevância do tema é sustentada por dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. Segundo o levantamento, 40,76% dos brasileiros com 60 anos ou mais tiveram algum tipo de relação sexual nos 12 meses que antecederam a pesquisa.

O estudo também revelou um dado sobre prevenção: entre os idosos entrevistados que são sexualmente ativos, 88,31% não fizeram uso de preservativos. Esse cenário aponta para uma possível vulnerabilidade do grupo em relação a saúde preventiva.

A falta de informação e de acesso a serviços especializados pode aumentar a exposição de idosos a Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). De acordo com Bruna Ramos da Fonte, a carência de acolhimento e de suporte pode comprometer a saúde sexual, mental e a qualidade de vida, especialmente entre grupos sociais mais vulneráveis.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.