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Tecnologia

WhatsApp libera novos controles parentais para contas de adolescentes no Brasil

Responsáveis poderão limitar grupos, status e uso da inteligência artificial sem acessar o conteúdo de mensagens e ligações

Por Redação Diário Local

O WhatsApp liberou nesta quarta-feira (30) novos controles parentais para contas de adolescentes no Brasil. As ferramentas permitem que pais e responsáveis definam quem pode adicionar o jovem a grupos, acompanhem certas atividades e restrinjam o acesso a conteúdos da inteligência artificial da Meta, a Meta AI.

A configuração é opcional e exige a vinculação do celular do menor ao aparelho de um adulto por meio de um QR Code. As novas opções de supervisão não dão aos responsáveis acesso ao conteúdo das mensagens ou das ligações, que continuam protegidas por criptografia de ponta a ponta.

O que pode ser controlado?

Entre as permissões disponíveis, o responsável poderá escolher quem visualiza a foto de perfil do adolescente e quem tem autorização para adicioná-lo a grupos. O sistema também envia notificações sobre a participação do jovem em espaços coletivos, como quando ele entra ou sai de uma conversa ou quando há um aumento expressivo no número de integrantes do grupo.

Os controles também se estendem aos canais e às atualizações de status. Os responsáveis podem determinar quais publicações o adolescente pode visualizar e quem terá acesso ao conteúdo que ele postar no aplicativo.

Em relação à Meta AI, existem duas possibilidades de configuração. A primeira mantém o padrão para usuários acima de 13 anos, enquanto a segunda, denominada "Conteúdo limitado", aplica restrições adicionais ao material que o adolescente pode acessar através da inteligência artificial.

Como funciona a ativação

Para ativar o recurso, o processo começa no aparelho do adolescente. Durante a criação da conta, deve-se selecionar a opção de conta gerenciada por responsável, cadastrar o número de telefone e informar a data de nascimento.

Na sequência, o aplicativo gera um QR Code para conectar o perfil ao celular do adulto. O responsável deve usar a câmera para ler o código e confirmar que possui mais de 18 anos. Durante esse processo, o adulto cria um PIN de seis dígitos.

Esse código será obrigatório sempre que o responsável precisar consultar ou modificar as regras aplicadas à conta do adolescente. De acordo com a Meta, o acompanhamento se limita às informações das ferramentas de controle, sem liberar o histórico de conversas ou o conteúdo trocado entre os usuários.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.