Caverna Kambá-Hópo no Rio Paraguai apresenta formações rochosas e luz dourada ao pôr do sol
Localizada na divisa entre o Pantanal e o Chaco Paraguaio, caverna tem acesso exclusivo por barco e paisagem de formações rochosas.
Por Redação Diário Local
A Caverna Kambá-Hópo, localizada próxima a Vallemí, no Paraguai, oferece um cenário de formações rochosas iluminadas pelo pôr do sol na região de fronteira com o Pantanal sul-mato-grossense. Situado em uma área de transição entre o Pantanal e o Chaco Paraguaio, o local atrai visitantes por meio de um acesso exclusivo via Rio Paraguai.
O acesso ao destino é realizado obrigatoriamente por embarcações, inclusive para quem inicia o trajeto a partir de Vallemí. O tempo de deslocamento e a experiência dependem diretamente das condições do rio e da logística de transporte.
As condições do nível do Rio Paraguai influenciam a visitação no salão da caverna. Quando o volume de água sobe, o interior da cavidade é invadido, chegando a alagar boa parte da estrutura interna.
Um dos destaques do local é o efeito visual proporcionado pela luz do fim da tarde. Durante o período conhecido como extit{golden hour}, a iluminação natural atinge as paredes rochosas, conferindo tons dourados ao cenário interno.
A região onde a caverna se encontra possui relevância histórica e cultural, além de estratégica para a integração regional. O ponto turístico fica próximo ao trajeto da Rota Bioceânica, importante corredor que atravessa o estado de Mato Grosso do Sul.
Para chegar ao local, o fluxo comum de visitantes parte de pontos de apoio em Porto Murtinho (MS), município que faz fronteira com o Paraguai. De pousadas especializadas em pesca esportiva na região, o trajeto de barco pelo rio leva cerca de uma hora até as formações.
Embora o acesso seja facilitado por estruturas de hospedagem voltadas ao turismo de pesca, existem possibilidades de visitas organizadas a partir da cidade paraguaia de Vallemí, que fica nas proximidades do ponto turístico.
A exploração da margem do Rio Paraguai nessa área de fronteira revela um potencial de ecoturismo que une a paisagem fluvial às características geológicas do Chaco e do Pantanal.
