China inicia testes com selo socioambiental do Imaflora para carne bovina brasileira
O instituto brasileiro de pesquisa inicia fase piloto no mercado chinês para validar o uso comercial do selo socioambiental na pecuária de corte
Por Diário Local
A China iniciou uma fase de testes para o uso de um selo socioambiental voltado à comercialização de carne bovina no país. O certificado foi desenvolvido pelo instituto brasileiro Imaflora e foca em critérios específicos de sustentabilidade para a pecuária de corte.
A iniciativa opera atualmente em fase piloto no Oriente com o objetivo de validar o modelo para um possível uso comercial futuro. O processo busca identificar e diferenciar produtos que seguem padrões socioambientais rigorosos durante toda a sua cadeia de produção.
O selo é o primeiro modelo socioambiental voltado especificamente para o setor da pecuária de corte a ser testado nesse mercado. A medida visa garantir que a carne bovina comercializada atenda a requisitos de preservação ambiental.
A estratégia busca combater o desmatamento e promover práticas de produção mais sustentáveis no setor pecuário. Ao utilizar o selo, o mercado chinês tenta rastrear a origem e o impacto ambiental do produto consumido.
O desenvolvimento do selo pelo Imaflora foca na aplicação de metodologias que comprovem a conformidade com as normas de sustentabilidade. O instituto busca trazer transparência para o processo de produção da carne bovina brasileira.
A fase de testes no mercado chinês é fundamental para entender a aceitação e a eficácia do sistema de certificação. O sucesso do piloto pode abrir portas para a utilização comercial ampla do selo verde no país asiático.
A implementação desses padrões ajuda a monitorar a pecuária de corte e a mitigar pressões sobre ecossistemas sensíveis. O uso de selos de origem permite que consumidores e importadores identifiquem produtos com menor pegada ambiental.
A iniciativa representa um passo importante para a integração de critérios ESG (ambiental, social e governança) no comércio internacional de proteínas animais. O acompanhamento dos resultados da fase piloto determinará os próximos passos da certificação.
